Você sabe os reais riscos da automedicação?


Você sabe os reais riscos da automedicação?

A Organização Mundial da Saúde – OMS define automedicação como o uso de medicamentos, pelo indivíduo, para tratamento de sintomas ou outras condições de saúde que ele mesmo reconhece, ou seja, o uso de medicamentos sem prescrição médica ou de outro profissional de saúde.

Discutir o uso racional de medicamentos é sempre importante, principalmente quando, de acordo com as estimativas, mais de 50% da população dos países desenvolvidos não faz uso de medicamentos conforme a prescrição e em países em desenvolvimento esses dados são ainda maiores.


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O Brasil é um dos países que mais consome medicamentos e possui alta taxa na prática da automedicação. Dados de um estudo nacional realizado pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade – ICTQ apontam que, em 2018, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitiram tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica.

O percentual é o maior desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2014, quando 76,2% diziam automedicar-se e, em 2016, 72%. 

os perigos da automedicação

Com base nessas informações, o curso de Farmácia UNISUAM, em parceria com o Serviço Clínico Farmacêutico, abordam a questão da automedicação, visando orientar a população quanto aos riscos desta prática.


Como caracterizar a automedicação?

Como caracterizar a automedicação?

A decisão de prescrever um medicamento envolve o diagnóstico, a avaliação da melhor opção terapêutica disponível no mercado, o acesso ao medicamento, a forma farmacêutica mais adequada a cada situação, o tempo de tratamento, a presença de comorbidades e o uso de outros medicamentos. Quando o indivíduo se automedica, ele “assume” a responsabilidade de cada uma dessas etapas.


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A prática da automedicação pode ocorrer a partir de diferentes situações, como prescrições antigas, indicação de vizinhos ou parentes e até notícias de revistas ou jornais. Estas “fontes” não consideram as particularidades de cada usuário e de cada uma das etapas acima listadas, o que gera preocupação para os profissionais de saúde.


Quais os riscos da automedicação?

Quais os riscos da automedicação?

São várias as preocupações decorrentes da automedicação, como intoxicação, interações medicamentosas, reações adversas, internações hospitalares, resistência bacteriana, dentre outras.

Sobre a intoxicação, é importante que o indivíduo saiba que os medicamentos têm dose máxima segura e que o uso desses insumos sem orientação pode gerar danos à saúde. Em 2011, foram reportados mais de 3% de casos de intoxicação por medicamentos e 2,7% de óbitos relacionados à automedicação no Brasil. A região sudeste foi a região com mais casos de intoxicação por automedicação (551 de 874 casos).

Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Farmácia – CFF corrobora esses dados. O estudo mostrou que, entre 2012 e 2017, foram 241.967 casos, ou seja, 40% do total de 590.594. Isso significa que há, pelo menos, 3 vítimas a cada hora, sendo as crianças as mais afetadas.

Outro problema que pode ocorrer devido à automedicação é o aumento de interações medicamentosas, muitas decorrentes da polifarmácia (em geral definida como o uso de mais de cinco medicamentos), que pode potencializar ou até mesmo antagonizar o efeito de um dos medicamentos, também gerando danos ao usuário. São exemplos de possíveis interações o uso concomitante de antialérgicos e sedativos, causando sonolência e risco de queda.


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As reações adversas a medicamentos – RAM são definidas por causar efeito nocivo e indesejado ao indivíduo nas doses habitualmente utilizadas. Muitos estudos reportam a ocorrência de internações hospitalares decorrentes de reações adversas a medicamentos. Na Bahia, foram reportados 0,56% casos de admissão hospitalar devido à RAM, em 2010, e 2,1% de ocorrência de reações adversas durante a internação.

No Reino Unido, em 2010, um estudo observou a ocorrência de 20% de reinternação hospitalar devido a reações adversas a medicamentos. Dados referentes à RAM são mais preocupantes quando a população é pediátrica, gestante ou idosa, devido às características particulares desses grupos, poucos estudos clínicos e uso de medicamentos offlabel. Reconhecer as reações adversas ou suspeitar da ocorrência das mesmas pode ser fundamental durante um tratamento medicamentoso, por isso o monitoramento do tratamento deve ser incentivado.

A resistência bacteriana e o uso inadequado de medicamentos, inclusive no escopo da automedicação, é um exemplo bem característico. Muitos usuários (re)utilizam antibióticos em situações que, muitas vezes, não são indicadas, não cumprem o esquema posológico prescrito ou suspendem o tratamento com a melhora dos sintomas. Essas práticas podem gerar resistência bacteriana, fazendo que com o medicamento não tenha mais efeito sobre aquela bactéria.


Como o Farmacêutico pode auxiliar nesse processo?

Como o Farmacêutico pode auxiliar nesse processo?

Por outro lado, a OMS reconhece que podem existir benefícios com a automedicação, pois essa prática faz parte do autocuidado. Assim, a OMS propôs estratégias de monitoramento dessa prática, entendendo que a automedicação é inevitável, pois o autocuidado é praticado pela população.

O Farmacêutico pode auxiliar ativamente no processo de cuidado, por ser um dos profissionais de saúde diretamente envolvido com o uso de medicamentos. Para minimizar os danos gerados com a automedicação, a OMS define algumas atividades que o Farmacêutico pode desempenhar como comunicar-se com os pacientes perguntando sobre o histórico de uso de medicamentos, orientando sobre a melhor forma de administração (com ou sem alimentos, por exemplo), fornecendo informações básicas sobre o tratamento e medicamento. Da mesma forma, para assegurar a qualidade do tratamento, o Farmacêutico deve garantir que os medicamentos fornecidos estão em boas condições de uso e que o usuário vai armazená-lo nas condições ideais.


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Além disso, o Farmacêutico, como membro de uma equipe de saúde, deve manter-se atualizado sobre os protocolos clínicos nacionais, estando sempre em contato com os outros profissionais de saúde que assistem o paciente, bem como identificando os problemas sanitários prevalentes na população e fornecendo orientações sobre a promoção da saúde.



Como o Serviço Clínico Farmacêutico da UNISUAM pode auxiliar nesta questão?

Como o Serviço Clínico Farmacêutico da UNISUAM pode auxiliar nesta questão?

O Serviço Clínico Farmacêutico da UNISUAM, ciente dessas questões, visa prestar assistência à saúde da população por meio de consultas farmacêuticas e acompanhamento do tratamento medicamentoso. Nas consultas farmacêuticas são fornecidas orientações sobre o uso correto de medicamentos, cuidados com a saúde, armazenamento de medicamentos e outras questões que são levantadas individualmente pelos usuários. Atualmente, o serviço clínico tem aproximadamente 20 pacientes em acompanhamento, em sua maioria hipertensos.


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Além das atividades assistenciais, o Serviço Clínico Farmacêutico desenvolve atividades de Pesquisa e Extensão, contando com a participação de alunos da Graduação do curso de Farmácia.

O Serviço Clínico Farmacêutico é oferecido na Unidade Bonsucesso da UNISUAM (Av. Paris, 84). Não fique na dúvida sobre o seu tratamento, agende uma consulta pelo telefone 3882-9797 (ramal 9750) ou entre em contato pelo e-mail cfarmaceutico@unisuam.edu.br.


Segunda e quarta-feira – 9h às 13h

Terça e sexta-feira – 14h30 às 18h30

Quinta-feira – 17h30 às 21h30


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Luana Medeiros

Por

Analista de Comunicação e MKT/Jornalista/Revisora - Especialista em produção de conteúdo com foco em alta performance

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