Varejo em Foco – O consumidor está lá


Varejo em Foco – O consumidor está lá

Mesmo na crise, o consumidor já está lá. As marcas podem parar de falar?

Se quiserem rumar aos seus velórios, sim. Aí é hora de parar, não falar mais nada e deixar os negócios acabarem. Se fosse para parar de falar, as grandes marcas parariam e nenhuma parou.

Todas estão se movimentando, se comunicando, mostrando que estão perto e ao lado dos consumidores durante este processo de quarentena.

O Itaú, por exemplo, liberou 1 bilhão de reais para o combate ao COVID-19. Estamos falando de comunicação, não sabemos como é, de onde vem, não tenho nenhum tipo de viés na análise, mas comunicação é 1 bilhão de reais liberados para contribuir com o todo.

(Leia mais: Varejo em Foco – O consumidor vai voltar com tudo)


Se a marca parar de falar, na retomada o negócio terá dois esforços de retomada. Um operacional e outro institucional.

O principal ponto é que o consumidor já está lá no momento da retomada e aí encontramos o maior desafio.

O consumidor é uma instituição. O consumidor é a pessoa que consome. Parece simples, mas esse é um ponto complexo.

Toda vez que a pessoa assume a sua identidade de consumo, se torna um ser com preferências específicas e particulares de acordo com cada ponto de contato que realiza com marcas e promessas publicitárias.

A identidade de consumo das pessoas já está lá no bar tomando o primeiro chope, já está vendo o primeiro filme no cinema, já está consumindo o primeiro serviço, manicure, cabeleireiro, barbeiro, ele já está no primeiro jogo de futebol. 

Ele já está lá e dentro de casa todo dia ele compra uma coisa nova mentalmente, uma lâmpada, um copo, uma faca, um prato, tinta para pintar a parede que está ficando cada vez mais suja. Os eletrodomésticos, por exemplo, estão queimando em grande escala, pois estão sendo extremamente utilizados.

(Leia mais: UNISUAM oferece consultorias online gratuitas nas áreas contábil e de negócios)

Então, ele já está lá! O consumidor já está consumidor e as marcas precisam acompanhá-lo até a chegada da realização desse consumo.

Nas comunicações, as marcas precisam construir uma motivação de consumo porque a demanda está com ele, o consumidor, mas por que ele vai comprar com você? 

Com qual parte do cérebro dele as marcas vão falar? Que promessas de entrega as campanhas irão promover? É muito importante que consigam estabelecer uma conexão de prestação de serviços nesse momento em que está difícil para o consumidor comprar e difícil para os varejistas venderem.

Plataformas de conveniência viabilizadas pela internet, redes sociais, WhatsApp, pedidos, estão permitindo que os varejistas “se virem” nesse momento. 

O importante é não misturar o “se virar” com o existir das marcas. As marcas não existem “para se virarem”. Elas são fruto de histórias, propósitos e muito trabalho.

Se o varejista vai fazer uma campanha de arrecadação de caixa agora, que faça. 

Vai queimar preços agora para fazer caixa imediato, faça, mas se preocupe com o consumidor na retomada, porque ele já está lá e com novas exigências de experiências de consumo.


(Leia mais: 10 cursos online para investir em você)


O consumidor já saiu. Nesse momento, todos estamos sentindo os impactos econômicos, mas toda vez que a pessoa assume a identidade de consumo se transforma em um ser extremamente poderoso e conflitantemente com critérios e sem critérios. 

Muitos critérios e exigências para escolher e poucos critérios para controlar gastos já que a demanda está reprimida. O consumidor quer consumir. Isso é expressão de preferência, é posição social e as pessoas precisam fazer isso, então as marcas não podem parar de falar, não podem deixar a sua comunicação se afastar do momento atual mostrando que estão disponíveis, tentando atender, tentando não suprimir de você o direito de consumir.

A grande mensagem é demonstrar que estão prontas para ofertarem tudo aquilo que os consumidores estão consumindo mentalmente hoje. Principalmente na experiência que vão proporcionar quando esse consumidor puser os pés dentro de suas lojas físicas.

É fundamental que nenhum desses processos de oferta sejam realizados de forma amadora, a comunicação menos ainda, porque por meio dela estamos cuidando do corpo, do espírito do negócio e do que fala pelo negócio, que é a marca.



Assista à Minissérie Especial – Retomada do Varejo em meio à crise do Covid-19 e fique por dentro de tudo que está rolando nesse universo!


A UNISUAM, em parceria com a Academia do Varejo, disponibiliza, gratuitamente, a minissérie especial Retomada do varejo em meio à crise do Covid-19.

Com 3 episódios, a minissérie nasce com o propósito de gerar relacionamentos locais, resgatar o amor pelo consumidor e garantir a longevidade do pequeno e médio lojista.

Direcionada a empresários, profissionais do varejo e estudantes, a produção, que traz Arapuan Motta Netto – Reitor da UNISUAM como mediador, conta com as participações especiais de Ricardo Reuters – Fundador da Atalho Consultoria, Marketeiro Estrategista e Especialista em Varejo Físico & Jeronimo Venetillo – Sócio da Mega Venetillo e Diretor de Marketing da Rede Citylar.


ASSISTA AGORA!





Ricardo Reuters

Por

Fundador da Atalho Consultoria. Marketeiro estrategista, especialista em Varejo Físico. Atua na indústria nacional, criando novas experiências de compra para os consumidores com base no significado dos produtos e marcas em suas vidas.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Nenhum comentário