UNISUAM sedia o I Seminário de Prosperidade das Favelas


UNISUAM sedia o I Seminário de Prosperidade das Favelas

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A UNISUAM sediou na última segunda-feira, 12/12, o I Seminário de Prosperidade das Favelas, que contou com 5 mesas de debate que abordaram temáticas como segurança, interação e parcerias público-privadas, além da apresentação do projeto de criação do Índice de Prosperidade das Favelas.

Eduarda La Roque, fundadora do Pacto do Rio e Presidente do Cariocas em Ação, deu o pontapé inicial do evento ao lado do Reitor da UNISUAM, Prof. Arapuan Netto. Segundo Eduarda, a parceria com a UNISUAM se configura como um elo fundamental para o sucesso do projeto e possibilita mudar o mundo por meio dessas ações. “Queremos mudar o mundo de baixo para cima, queremos mudar o mundo a partir das favelas”, afirma Eduarda.

O primeiro painel tratou sobre “Matriz econômica da prosperidade: condições educacionais, geração de trabalho e renda e empreendedorismo” e recebeu a Vereadora Marielle Franco, Fernando Lobo – NUTRAB, e Joana Schettine – Yunus Negócios Sociais. As discussões, conduzidas pelo Prof. Arapuan Netto, trataram sobre como os ganhos de eficiência econômicos e a empregabilidade dependem fundamentalmente das condições educacionais, das ações em prol do emprego e das intervenções para fortalecer o microempreendedorismo.

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“Prosperidade e segurança pública nas favelas: direitos humanos e violência” foi o tema do segundo painel, que recebeu Renata Gianini – Instituto Igarapé, Daniel Cerqueira – IPEA e Joana Monteiro – ISP. O debate, mediado, por Robson Borges, morador do Complexo do Alemão e fundador da Cooperliberdade, promoveu uma reflexão a respeito do tema, uma vez que uma das barreiras mais severas à prosperidade, nos territórios de alta vulnerabilidade, são os diferentes tipos de violência, cuja incidência direta é a supressão dos direitos, mas que também atingem a empregabilidade e a geração de renda.

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O terceiro painel, que teve como pauta a discussão do “Papel do setor público na provisão de serviços e a regulação fundiária”, contou com a participação da Antropóloga Rachel Las Casas – ITERJ, Eduardo Sol – Professor Doutor em Educação, Ruth Jurberg – EMOP e Graciara Silva – CCM. O bate-papo girou em torno de como a Prefeitura do Rio, o Estado e a Federação implementam programas e políticas públicas com o intuito de fornecer serviços de saúde, defesa civil, educação, recolhimento de lixo, entre outros e, no entanto, esses serviços são distribuídos de forma desigual na sua cobertura e qualidade na cidade.

A oportunidade de encontrar reunidos profissionais que são destaque nos temas abordados no evento atraiu a presença de Lucio Gil, Assistente de Economia Política do Consulado Americano no Brasil, acompanhado de Ory Abramowicz, o Cônsul para Assuntos Políticos do Consulado dos EUA no Rio de Janeiro.

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O quarto painel falou sobre “Prosperidade, economia circular e resiliência: uma agenda comum” e trouxe Luciana Nery – Rio Resiliente, Katerina Elias-Trostmann – WRI e Carla Teixeira – SEBRAE.

No fim do dia, com a presença de Mauricio Blanco, do Instituto AFortiori, Eduarda La Rocque, do Cariocas em Ação; Prof. Arapuan Netto, Reitor da UNISUAM; Rodrigo Lang, do IEG; e Pedro Massa, da Coca-Cola; participaram do debate sobre a mensuração da prosperidade de favelas, em que foi apresentado o projeto que trata da criação do Índice de Prosperidade de Favelas – IPF, que pretende ser um instrumento que identifica e mensura avanços e desafios para a redução de desigualdades na cidade do Rio de Janeiro, a partir da ótica e atento às especificidades socioeconômicas, culturais e territoriais das favelas.

 

 





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