UNISUAM inaugura base da Pacto do Rio na Unidade Bonsucesso e já tem data marcada para sua 1º ação: 1º Seminário de Prosperidade das Favelas


UNISUAM inaugura base da Pacto do Rio na Unidade Bonsucesso e já tem data marcada para sua 1º ação: 1º Seminário de Prosperidade das Favelas

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No dia 07/11, o Reitor da UNISUAM, Prof. Arapuan Netto, juntamente com o Vice-Reitor de Pesquisa, Extensão e Inovação UNISUAM, Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva, assinaram o “Termo de Parceria do Pacto de Sustentabilidade Local de Manguinhos”, um acordo de colaboração com a iniciativa “Pacto do Rio”, em prol da redução da desigualdade, com o intuito de realizar uma ação conjunta na comunidade, tendo em vista a sua prosperidade. O objetivo não é apenas incentivar o desenvolvimento socioeconômico, mas também fazer desta experiência um laboratório de pesquisa e monitoramento sobre o desenvolvimento de áreas vulneráveis. A meta é a criação de modelos replicáveis em outras localidades.

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Essa parceria chegou à UNISUAM por intermédio do Projeto Cariocas em Ação, uma sociedade sem fins lucrativos criada para defender os interesses da população, e faz parte do projeto BS Tecnópolis – Distrito Tecnológico na região da Leopoldina, que visa desenvolver a área e seu entorno com base na ampliação da atividade empresarial e industrial, aumentando a geração de renda e promovendo o desenvolvimento econômico da região.

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A UNISUAM ficará encarregada de contribuir com a criação de um Índice de Prosperidade das Favelas, projeto que será realizado em parceria com o Mestrado em Desenvolvimento Local, além de ações variadas na área de geração de renda e inovação das comunidades. O esperado é que no futuro essas ações melhorem a qualidade de vida do entorno, alterando aspectos como saneamento básico, meio ambiente, infraestrutura e educação. Além de aumentar a geração de renda do local e aumentar o envolvimento da população em questões como empreendedorismo.

O “Pacto do Rio” é uma iniciativa gerida pelo Projeto Cariocas em Ação, que visa alinhar os objetivos da população com os de órgãos públicos, de parceiros privados, da sociedade civil, da academia e centros de pesquisa e de organismos internacionais, para promover e monitorar o desenvolvimento sustentável da região metropolitana do Rio. Sua operação é, conceitualmente, articulando e alinhando os objetivos de seis setores, são eles:

 

– Setor Privado

– Setor Público

– Setor de Pesquisa

– Organizações Não Governamentais

– População

– Organismos Internacionais

 

No dia 05/12, foi inaugurada, na Unidade Bonsucesso da UNISUAM, a base da Pacto do Rio/Cariocas em Ação, que, fundamentada em seu Plano Estratégico 2016-2018, tem como foco de suas ações o território de Manguinhos e suas adjacências. Esse é um dos principais motivos pelo qual foi decidido que a base da Pacto Local de Manguinhos seria na UNISUAM.

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A atividade, que contou com a presença de todos os parceiros, deu o pontapé inicial nas ações promovidas pela parceria, que tem como principais atribuições promover a transferência de conhecimento entre a UNISUAM e o Centro de Gestão Estratégica de Conhecimento – CGEC para engajar parceiros estratégicos com vistas à capacitação de recursos humanos, dando prioridade aos cursos de Pós-Graduação e Mestrado da UNISUAM, em especial ao Mestrado em Desenvolvimento Local, além de consolidar e fortalecer a capacitação de recursos humanos, principalmente os alunos e docentes do mestrado em desenvolvimento local da UNISUAM, por meio da articulação efetiva entre a formação teórica e o desenho/implementação/avaliação de projetos que atendam ao Pacto de Sustentabilidade Local de Manguinhos (mediante às duas ferramentas principais: a Agência de Projetos e o Centro de Gestão Estratégica de Conhecimento).

A primeira delas já está marcada. No dia 12/12, às 8h30, no Auditório Sylvia Bisaggio, na Unidade Bonsucesso, acontecerá o 1º Seminário de Prosperidade das Favelas, em que será lançado o projeto de construção de um índice que busca medir as reais necessidades das favelas e regiões vulneráveis dos centros urbanos. Partindo de um projeto piloto na favela de Manguinhos, o Índice de Prosperidade das Favelas – IPF, que já conta com o apoio da Coca-Cola, será construído, nos próximos meses, a partir da promoção de um diálogo estreito entre moradores locais, especialistas da área socioeconômica e outras partes interessadas. O evento apresentará, ainda, o plano de projetos do Pacto do Rio para 2017.

O evento, gratuito e aberto ao público, contará com uma programação baseada em cinco painéis:

 9h30 às 11h – Painel 1: “Matriz econômica da prosperidade: condições educacionais, geração de trabalho e renda e empreendedorismo”

Uma das macro-tarefas para a prosperidade econômica é o fortalecimento dos elos entre a educação nas suas diversas modalidades, as oportunidades de trabalho e renda (principalmente os desafios para a criação de postos de emprego formal) e, em particular, as potencialidades do microempreendedorismo como caminho para o fortalecimento de negócios.

Os ganhos de eficiência econômicos e a empregabilidade dependem fundamentalmente das condições educacionais (inclusão e qualidade), da disponibilidade de todas as modalidades da educação, das ações públicas em prol do emprego e das intervenções para fortalecer o microempreendedorismo.

 

11h15 às 12h45 – Painel 2: “Prosperidade e segurança pública nas favelas: direitos humanos e violência”

Uma das barreiras mais severas à prosperidade, nos territórios de alta vulnerabilidade, são os diferentes tipos de violência cuja incidência direta é a supressão dos direitos. As favelas do Rio de Janeiro têm sofrido historicamente com o flagelo da violência. Programas públicos de segurança com formatos diversos e enfoques distintos foram ensaiados nas favelas cariocas. Os resultados têm sido desanimadores e, principalmente, elevaram o custo social da população que reside nestes territórios.

As consequências da violência não somente se apresentam no âmbito do bem-estar social, mas também na prosperidade econômica. O robustecimento do microempreendedorismo e a criação de novos negócios são dramaticamente afetados pelas diversas formas de violência. Assim, debater sobre a caracterização da violência, sobre a eficiência e preparo das entidades públicas responsáveis e as ações de outras instituições é uma necessidade premente.

 

14h às 15h30 – Painel 3: “O papel do setor público na provisão de serviços e a regulação fundiária”

As reflexões sobre as condições para a prosperidade não podem ignorar o papel do setor público na provisão de serviços públicos. Mais ainda, este papel adquire maior relevância em áreas vulneráveis como as favelas. A Prefeitura do Rio, o Estado e a Federação implementam programas, políticas públicas com o intuito de fornecer serviços de saúde, defesa civil, educação, recolhimento de lixo, entre outros. No entanto, é possível afirmar que esses serviços são distribuídos de forma desigual tanto na sua cobertura quanto na sua qualidade na cidade.

Outro ponto central diz respeito a um tema nevrálgico nas favelas: a regulação fundiária. Qualquer que seja o conceito a ser adotado em termos de prosperidade, o direito à moradia não pode ser minimizado.

 

15h45 às 17h15 – Painel 4: “Prosperidade, economia circular e resiliência: uma agenda comum”

Aceita a ideia de que o modelo econômico baseado na sequência “extração-produção-descarte” depende de forma extrema de recursos finitos e escassos, o que faz que os custos de produção sejam cada mais elevados, é preciso pensar que o conceito de prosperidade é impelido a encontrar outros modelos de manutenção de valor recirculando os produtos. Afinal, o material já consumido deveria ser um tema não apenas da gestão de resíduos, mas também da criação de processos inovadores de design de produtos e de cadeias produtivas. Desta forma, é imprescindível pensar em termos como reparo/reuso, remanufatura ou upcycling e definir as suas potencialidades em territórios vulneráveis como as favelas. Naturalmente, é preciso aferir seus custos futuros e adaptar os modelos de negócios para garantir um crescimento sustentado.

A problemática sucintamente descrita sobre o modelo econômico, se encontra estreitamente relacionada com a temática da resiliência urbana. Gestão de recursos hídricos, fortalecimento das iniciativas cidadãs frente a riscos potenciais decorrentes das mudanças climáticas, restauração de florestas, redução dos problemas de mobilidade urbana ou criação de espaços públicos seguros, entre outros, são questões que conformam um único vetor convergente para a prosperidade.

 

17h30 às 19h – Painel 5: “Mensurando a prosperidade de favelas: apresentação do projeto Índice de Prosperidade de Favelas – IPF”

O IPF pretende ser um instrumento que identifica e mensura avanços e desafios para a redução de desigualdades na cidade do Rio de Janeiro, a partir da ótica e atento às especificidades socioeconômicas, culturais e territoriais das favelas. O IPF poderá contribuir no desenho e desenvolvimento de políticas públicas e ações não estatais específicas e gerais para atender a demandas nos âmbitos contemplados pelos indicadores.

O diferencial do IPF, portanto, se deve ao compromisso com a construção de um índice que reflita as determinantes das condições de vida e da atividade econômica – prósperas ou precárias – nas favelas da cidade do Rio de Janeiro. Neste sentido, o objetivo é usar a percepção de moradores dessas áreas para garantir a inclusão dos aspectos que identificam em suas realidades e a expertise de acadêmicos, pesquisadores e outros especialistas nestes e outros temas estudados em conexão com a vivência em favelas.

Os painéis vão reunir 21 profissionais multidisciplinares para levarem olhares diversos para os temas propostos. Entre eles, profissionais de Educação, como o Reitor da UNISUAM, Prof. Arapuan Netto; representantes da política, como a Vereadora Marielle Franco; e representantes de instituições como Yunus Negócios Sociais, IPEA, SEBRAE, Coca-Cola, entre outros.

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