Tecnologia e Inovação na Educação


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Rafael Costa – Docente do Ciclo Básico das Engenharias UNISUAM

 

O engajamento esperado do corpo discente pode acontecer nas iniciativas que tragam conexões entre a Tecnologia e o Ensino. As utilizações de recursos computacionais devem trazer elementos para a sala de aula que seriam inviáveis por propostas tradicionais. Nos documentos que citaremos a seguir, pode-se perceber que o Ministério da Educação incentiva a inserção de aparatos tecnológicos, vislumbrando a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem.

 

 

Destacamos a competência presente na Base Nacional Curricular Comum (BNCC/2017), que nos orienta a “[…] utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas”. (p. 18)

 

 

No que tange os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p. 67), “[…] quanto ao uso de materiais utilizados para o ensino dizendo que é indiscutível a necessidade crescente do uso de computadores pelos alunos como instrumento de aprendizagem escolar, para que possam estar atualizados em relação às novas tecnologias da informação e se instrumentalizarem para as demandas sociais presentes e futuras”, observa-se que, cada vez mais, a tecnologia deveria estar presente nas escolas, como facilitadores e capacitores de uma inclusão.

 

(Leia mais: Prata da Casa: Da carteira ao tablado)

 

Segundo BORBA e PENTEADO (2012), um dos grandes motivos de debate nos ambientes escolares é o uso de tecnologia. Trata-se de um paradigma, por parte dos Docentes, por trazer a ideia de que todo o saber dos alunos ficaria facilitado, ou até mesmo resolvido, pelo apertar de botões, tornando-os meros repetidores de tarefas, guiados por possíveis comandos limitados pela máquina. Os professores que tratam a Matemática como a matriz do pensamento lógico podem apresentar resistência à inserção da tecnologia, visto que o raciocínio matemático lógico será executado pela máquina, não precisando o aluno raciocinar para desenvolver a sua inteligência, o que não passa de um mito se pautado pedagogicamente.

 

 

Segundo SALATINO (2014), a partir do estudo feito em sua Dissertação de Mestrado, com o acompanhamento de diversas escolas mediante pesquisas com Diretores, Professores e alunos, a principal reclamação oriunda do corpo docente é que o uso de celular funciona como um fator que prejudica a atenção dos alunos sobre o que se deseja ensinar. “Em termos da relação com essa cultura escolar, as práticas que poderíamos considerar como ‘desviantes’ e que acabam interferindo na dinâmica das aulas passam a ser centrais nas representações Docentes sobre o uso dessas tecnologias na escola, se debruçando sobre a chave do impróprio e do errado”. (p. 87)

 

 

Para BORBA e PENTEADO (2012), tentar resistir à entrada da tecnologia alegando qualquer motivo é fazer um grande mal à educação. Por outro lado, temos Docentes que argumentam que a tecnologia seria a solução para os problemas educacionais, porém não conseguem definir com exatidão para qual problema de aprendizagem a tecnologia seria solução, tomando geralmente como argumento o entusiasmo do aluno de sair da tríade rotina: lápis, caderno e quadro, trazendo para dentro da disciplina algo que norteia a sua realidade diária e, além disso, uma visão social, já que é necessário que a escola dê o mínimo de suporte possível para que o cidadão se enquadre na sociedade de forma satisfatória. Para isso, um letramento básico informático se faz necessário para alocar o aluno no mundo.

 

(Leia mais: Ensino Híbrido – Uma aplicação nas aulas de matemática)

 

Boa parte dos Docentes teme aquilo que não domina. Logo, a tecnologia gera uma sensação de insegurança, medo de perguntas inesperadas, medo de não ter o devido tempo para o aperfeiçoamento das técnicas por conta do grande volume de trabalho que, geralmente, já possui. Porém, isso é para ser abordado de forma positiva já que levará o Professor a sair da zona de conforto, procurando atualizações para as suas práticas, que vão ser atrativas para os alunos e, ao mesmo tempo, tornando-o um profissional atualizado, abrindo novas perspectivas para a profissão docente.

 

 

NASCIMENTO, COSTA e DIAS (2016) mostraram que aplicações e construções feitas sem planejamento no software GeoGebra poderia levar o aluno a uma interpretação errada sobre os números irracionais. Este minicurso falava sobre aquisição de um conceito abstrato sobre um conjunto numérico específico, mas poderia acontecer em diversos conceitos matemáticos e estatísticos.

 

 

Há esta necessidade de se repensar o processo de Ensino, pois o vigente em algumas ocasiões não oportuniza ao aluno, em Matemática, uma reflexão que seja melhor do que eram feitos nos séculos passados, em que treinávamos os nossos discentes em alguma técnica, meramente mecânica.

 

 

Nesse aspecto, concordamos com o estudo feito por SILVA et al. (2015, p. 1) de que “a transformação tecnológica não somente nos trouxe o aumento na capacidade de processamento dos computadores, mas também uma nova maneira de se pensar o processo de ensino/aprendizagem”.

 

 

A partir dos estudos apresentados, considera-se que um ensino híbrido (usual e tecnológico) utilizando a capacidade dos alunos de desenvolver o seu raciocínio pode ser potencializado tanto na absorção dos conteúdos como, principalmente, na futura expansão deles. Assim, o aluno conseguirá, por meio da tecnologia, estruturar as ideias e dúvidas que o norteiam e obter as respostas.

 

 

Confira algumas atividades e relatos que envolvem tecnologia e potencializam a aprendizagem dos alunos

 

 

Saiba mais sobre o modelo de atividade.

 

 

Prof. Rafael Costa

 

 

Graduação em Matemática pela UNISUAM, Especialização em Matemática Aplicada pela UNISUAM e Mestrado pela UNIRIO.

 

Atualmente, é graduando em Engenharia Civil. Já lecionou na rede estadual e preparatórios militares. Hoje atua nas Prefeituras do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e no Ensino Superior na UNISUAM atendendo aos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Engenharia.

 

É autor do livro “Atividades Matemáticas no Geogebra para a Educação Básica” e é colaborador do projeto Laboratório Sustentável de Matemática e do grupo Conectando Saberes.

 

Tem seu trabalho e pesquisa embasados em utilização de tecnologias e gamificação das aulas.

 

 

 

Metodologias Ativas na UNISUAM

 

As novas metodologias e conceitos de Ensino recebem atenção especial na UNISUAM, visando sempre oferecer o melhor ao aluno e desenvolver, cada vez mais, a ideia de se ter o corpo discente como atores principais no processo de aprendizagem.

 

A Instituição é a única IES do Rio de Janeiro a integrar o STHEM Brasil, consórcio inédito no país, criado em março de 2014, em parceria com a Laspau – instituto filiado à Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, com o objetivo de aplicar metodologias baseadas em modelos desenvolvidos nas melhores universidades do mundo, permitindo a capacitação de professores com custo mais acessível e igual qualidade por meio da abordagem de temas que giram em torno das possibilidades de combinar o desenvolvimento de habilidades cognitivas e o ensino de conteúdo com o pensamento crítico e compreensão dos conceitos durante o processo de ensino e aprendizagem.

 

Saiba mais.





Rafael Costa

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Graduação em Matemática pela UNISUAM, Especialização em Matemática Aplicada pela UNISUAM e Mestrado pela UNIRIO. Atualmente, é graduando em Engenharia Civil. Já lecionou na rede estadual e preparatórios militares. Hoje atua nas Prefeituras do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e no Ensino Superior na UNISUAM atendendo aos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Engenharia. É autor do livro “Atividades Matemáticas no Geogebra para a Educação Básica” e é colaborador do projeto Laboratório Sustentável de Matemática e do grupo Conectando Saberes. Tem seu trabalho e pesquisa embasados em utilização de tecnologias e gamificação das aulas.

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