Representantes da UNISUAM se reúnem com o Antropólogo e Museólogo Raul Lody


Representantes da UNISUAM se reúnem com o Antropólogo e Museólogo Raul Lody

Juliana Dias – Diretora da Malagueta Comunicação e Membro do Conselho Consultivo do curso de Gastronomia UNISUAM

Entre os dias 15 e 16/08, Raul Lody, Antropólogo e Museólogo, esteve no Rio de Janeiro para participar dos eventos sobre a exposição Festa Brasileira – Fantasia feita à mão, da qual é Curador junto com Leonel Kaz. A mostra ocupa 9 pavilhões do Centro do Artesanato Brasileiro – Crab, localizado na Praça Tiradentes, no Centro do Rio.

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Lody é um pensador da comida popular brasileira, autor de mais de 70 livros em que relaciona com originalidade a  cultura, o patrimônio e as tradições populares. Durante sua passagem pelo Rio, ele abriu espaço na agenda para um encontro com o Prof. Valmir Farias, Coordenador Adjunto do curso de Gastronomia UNISUAM; Profª Sônia Fiammetti, Coordenadora da Pós-Graduação em Gastronomia Brasileira UNISUAM; e Juliana Dias, Jornalista e Pesquisadora na área de Comunicação, Comida e Cultura, que integra o Conselho Consultivo do curso de Gastronomia UNISUAM.

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O encontro aconteceu no restaurante O Navegador, comandado pela Chef e Presidente do Instituto Maniva, Teresa Corção. A casa, localizada no Centro do Rio, é uma exposição permanente dos sabores regionais brasileiros. No cardápio, Raul se surpreendeu com uma cartografia culinária, em que se pode encontrar, além dos nomes dos pratos – como picadinho carioca, moqueca paraense, carne-seca com abóbora, o nome, endereço e telefone dos agricultores familiares que fornecem para a Teresa. A conversa não poderia ser outra: a rica biodiversidade das cozinhas do país.

Lody é Curador do Museu da Gastronomia Baiana, o primeiro da América Latina que trata exclusivamente sobre comida. O museu, que completa 11 anos nesta quarta-feira, 23/08, promove a 11º edição do seu tradicional seminário, que traz como tema “Raízes de Comer:  biodiversidade, nutrição e gastronomia”, reunindo exposições, publicações, oficinas, projetos educativos, dentre outras atividades.

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De acordo com o Antropólogo e Museólogo, a curadoria é feita a partir dos olhares patrimoniais, com destaque para as receitas, os ingredientes, os processos culinários, os hábitos de consumo de cada comida, integrados aos contextos da cultura e da memória, marcando o lugar social do Museu da Gastronomia Baiana.

“As formas para se viver sociabilidades nas mesas, nas feiras, nos mercados, nos tabuleiros, nos terreiros, nas festas, em que cada comida integra-se ao seu contexto de sabor, de odor, de cor, de textura, fazem surgir as referências que traduzem histórias pessoais ou coletivas. Cada receita atesta uma assinatura culinária, um estilo de cozinheira ou cozinheiro. Isto tudo faz parte de um patrimônio alimentar, no seu mais amplo entendimento sobre Gastronomia e Cultura”, conclui Lody.

Confira a programação completa do seminário e aguarde que vem novidade por aí!





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