Porque ser Sustentável é Ser Humano


Porque ser Sustentável é Ser Humano

Artigo produzido pela Profª Drª Andrea Borges de Souza Cruz – Docente e Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local UNISUAM


Se as cidades buscam hoje, como garantia de sua sobrevivência, a Sustentabilidade, é preciso que encontrem formas de organização racional do espaço e dos bens naturais, utilizando mecanismos de Planejamento e Gestão Ambientais, Energéticos e Sociais, que respondam à problemática urbana com que se deparam, evitando a todo custo constituírem-se em setores técnicos compartimentados e distantes do epicentro da problemática socioambiental.

Assim, o planejamento aplicado à cidade do século XXI compreende a interface com uma gama diversificada de fatores, sendo a sua integração com o fator humano imprescindível ao serem estabelecidos os rumos de um novo modelo urbano.

Tais transformações tendem para a busca de novas técnicas e métodos de Planejamento Urbano visando à avaliação e tomada de decisão adequadas às premissas do Desenvolvimento Sustentável.


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Na atualidade, com o exponencial desenvolvimento da tecnologia de informação e as possibilidades de obtenção de grandes volumes de dados em alta velocidade, conhecido como Big Data, observa-se que a abordagem dada à gestão das questões públicas, em geral, está mudando para novas formas que enfatizem os processos participativos de tomada de decisão e a necessidade de planos flexíveis que possam responder às mudanças nas forças econômicas e sociais (UN-HABITAT, 2009).

Esta nova forma de pensar o planejamento público está́ relacionada às abordagens participativas integradas com sistemas de governança, colaborando para a descentralização e para a democratização do poder. Sendo assim, o planejamento que emerge “de baixo para cima” considera que os indivíduos, por estarem em contato com os problemas da cidade, sabem como adotar soluções mais sensíveis e duradoras. 

A humanidade que presenciou, nos últimos 250 anos, as 3 primeiras Revoluções Industriais encontra-se diante de uma nova era tecnológica que, tanto poderá dar início a um novo renascimento cultural humano, como poderá comprometer as nossas fontes tradicionais de significado, robotizando a humanidade.


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A inteligência das cidades está diretamente relacionada ao desenvolvimento das tecnologias, mas principalmente a forma como a humanidade poderá se apropriar delas para viabilizar um futuro mais justo e inclusivo do que aquele alcançado pelas revoluções anteriores.

As cidades derivadas da 4ª Revolução Industrial devem contemplar o fator humano como fundamental elo entre o equilíbrio sustentável e a tecnologia. Entretanto, enquanto em vários países da Europa o foco central sobre o novo modelo de Cidade Inteligente e Humana indica a direção das tomadas de decisão a partir da participação social, em países como o Brasil as inciativas se multiplicam pautadas no estabelecimento de parceiras público-privadas estabelecidas entre grandes empresas e o poder público. 


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Diante de tais questões, o estudo do nexo entre a Cidade Sustentável e a Cidade Inteligente, a partir do fator humano, se mostra necessário e urgente, pautado na análise de suas potencialidades e barreiras e nos principais impactos decorrentes da aplicação das novas tecnologias sobre a sociedade e o meio ambiente, buscando potencializar os fatores positivos e mitigar os negativos para um projeto de cidade mais justa, sustentável e humana.



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