Para além do Conteudismo


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Prof. Marcelo Costa – Coordenador do curso de Educação Física e Gerente de Ensino UNISUAM

Nos últimos anos, a crítica aos modelos de ensino no Ensino Superior no Brasil tem aumentado consideravelmente, alargando o seu espectro para além das competências técnicas (conhecimentos e habilidades), atingindo as competências comportamentais (atitudinais).

Se, de início, a censura versava sobre a fragilidade da formação com relação às competências técnicas (hard skills), agora, amplia-se e coloca foco sobre o comportamento pessoal/profissional.

Cada vez mais, o mercado de trabalho aponta para as desejáveis soft skills. Boa comunicação, espírito colaborativo, relacionamento interpessoal, paixão por aprender, equilíbrio emocional associado à capacidade de trabalhar sob pressão e flexibilidade e adaptabilidade são algumas das mais destacadas. Inúmeras são as instituições e órgãos representativos que sinalizam a sua importância.

Adquirir um alto padrão de conhecimento técnico em sua área de formação não mais é garantia de sucesso profissional como outrora. Mais ainda, devemos entender carreira profissional como uma teia e não como uma trajetória linear. Quase sempre os movimentos (co)laterais que realizamos em nossa carreira irão nos exigir novo preparo técnico (corpo de conhecimentos específicos adequados). Entretanto, as competências comportamentais universais (ou transversais) não necessariamente. Via de regra, estas são o suporte, a coluna sustentadora para que este movimento ocorra.

Agora, como “construir” (produzir, facilitar, favorecer) competências comportamentais alinhadas com as desejadas soft skills se a reprodução do modelo “sentado assistindo aula” ainda predomina consideravelmente nos modelos de ensino?

É fato que há momentos em que isto se faz importante, nos quais a cátedra pura e densa do Professor é o diferencial desejado, todavia, restringir-se a este modelo é sinônimo de limitar a oportunidade de desenvolvimento da capacidade individual de forma protagonista por parte dos estudantes.

Assumir a responsabilidade por seus resultados, desde o início, é muito importante. Para além disso, quanto mais dinâmica, ativa, envolvente e motivante a sala de aula for, melhor será a aprendizagem dos estudantes (até aí, nada de novo). Se sabemos que permitir a proatividade, interesse, responsabilidade e comprometimento pessoal, bem como o ambiente ideal são importantes, por que insistimos no modelo tradicional?

Nessa perspectiva, consolidando o seu DNA de produção ativa do conhecimento, a UNISUAM, por intermédio do uso de METODOLOGIAS ATIVAS de ensino-aprendizagem, elegeu as Atividades Práticas Supervisionadas (APS) como o espaço privilegiado para tanto.

As APS são atividades acadêmicas desenvolvidas pelos estudantes sob a orientação, supervisão e avaliação dos docentes. Previstas nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC), constituem parte da carga horária das disciplinas às quais se vinculam e exigem de cada estudante o aprimoramento de competências que estimulam o desenvolvimento da aprendizagem e a produção de conhecimentos de forma ativa, proativa, responsável e comprometida, estratégia que será explorada durante todo o curso, com protocolos de trabalhos, exercícios práticos, pesquisas e projetos que exigem esforço e muita dedicação.

As APS estão fundamentadas em 4 pilares:

*Aproximação da teoria à prática profissional, oportunizando ao estudante encontrar significado e dar valor ao que está estudando e produzindo, identificando como ocorre a aplicação deste conteúdo/conhecimento às práticas do mercado de trabalho: na prática e no mundo do trabalho.

*Sistematização da utilização de metodologias ativas de ensino e aprendizagem, estimulando a produção ativa do conhecimento por parte do estudante, desenvolvendo a paixão por aprender e a capacidade de responsabilizar-se por seus resultados.

*Estímulo ao protagonismo do estudante, ao oportunizar e provocar o desenvolvimento de competências atitudinais (comportamentais) fundamentais para além das citadas no segundo parágrafo: saber liderar e saber ser liderado, saber participar e contribuir em coletividade, conviver com opiniões diferentes e divergentes, gestão do tempo e tomada de decisão.

*Utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) por meio da plataforma Google for Education – Google Classroom.

 

(Leia mais: UNISUAM promove I Festival das APS)

Minicurrículo

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Doutorando em Ciências do Desporto – Universidade de Coimbra – Portugal; Mestrado em Educação – Universidade Estácio de Sá; Mestrado em Ciência da Motricidade Humana – Universidade Castelo Branco; MBA em Gestão Estratégica de Instituições de Ensino Superior – Universidade Estácio de Sá; Graduação em Educação Física – Universidade Castelo Branco.

Possui 30 anos de experiência nas áreas de Ginástica, Futsal e Gestão e 25 anos de experiência no Magistério no Ensino Superior, Graduação e Pós-Graduação, além de ter cerca de 20 anos de experiência na Gestão de grandes Academias de Ginástica no Rio de Janeiro e 20 anos de experiência de Gestão no Ensino Superior.

Atuou como palestrante em diversos Congressos Nacionais e Internacionais na área de Educação Física e do Esporte, autor dos livros Ginástica Localizada e Grupos Heterogêneos e Coautor de Reflexões sobre o Corpo e Lutas, Conselheiro do Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro e Espírito Santo – CREF1, Membro da Comissão de Ética do Conselho Federal de Educação Física – CONFEF e Sócio-Diretor da Prime Sport – empresa de Consultoria e Desenvolvimento Profissional em Educação Física.

Ganhou 4 prêmios nacionais: TOP ENAF / Profissional do Ano Fitness & Academia; TOP ENAF – Profissional do Ano Sport Medicine; TOP FIEP – Professor do Ano; CONFEF – Medalha Manoel José Gomes Tubino.

 

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