Palestra na UNISUAM debate a violência contra a mulher


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Doze mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil, segundo dados do Núcleo de Estudos da Violência da USP e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados em 2017.

Para estimular a reflexão sobre esta triste realidade na sociedade brasileira no mês do Dia Internacional da Mulher, a UNISUAM promove, dia 28/03, às 18h30, no Auditório Amarina Motta, na Unidade Bonsucesso, uma mesa-redonda sobre a violência contra a mulher.

Aberto ao público, o evento faz parte do IV Encontro sobre Mulheres, que tem como objetivo ampliar a compreensão sobre o fenômeno da violência contra a mulher e debater as formas de enfrentamento pelas vias das políticas públicas e sociedade civil.

De acordo com Ronaldo Figueiredo Brito, Coordenador do Curso de Direito UNISUAM e um dos responsáveis pela atividade, a violência contra a mulher, considerada fenômeno que independe de classe social e etnia, tem atingido um número alarmante de mulheres, que sofrem vários tipos de violência: física, psicológica, dentre outras, chegando ao feminicídio.

No Brasil, anualmente, são registrados 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres que perdem as vidas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Isso significa que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. No mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países.

“Esta é uma discussão importante no processo de formação dos alunos, especialmente os matriculados nos cursos de Serviço Social e Direito, que atuam nas diversas frentes, da prevenção ao acompanhamento a essas mulheres, no âmbito da saúde e da justiça, dentre outras áreas”, ressalta a Profª Marcia Vieira, Coordenadora do curso de Serviço Social UNISUAM e membro da comissão organizadora do evento.

A mesa-redonda contará com as palestrantes Sandra Maria Pinheiro Ornellas – Delegada de Polícia, Professora de Direito Penal e Pós-Graduada em Gênero e Direito pela EMERJ e Kelly Curitiba Pimenta de Carvalho Queiroz – Enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro – Sala Lilás, um espaço criado para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual, e Residente da Clínica Médica e Cirúrgica da UERJ.

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