Mitos e verdades sobre aleitamento materno


Mitos e verdades sobre aleitamento materno

Profª Magda Valentim Palassi Quintela – Docente do curso de Fisioterapia UNISUAM

 

O aleitamento materno é amplamente reconhecido em todo o mundo como o método recomendável de alimentação do bebê e os seus efeitos positivos são vistos não somente no bebê, mas também na mãe, nos pais e, em última análise, no sistema de saúde.

 

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Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde – OMS, na América Latina e Caribe, cerca de 54% das crianças começam a ser amamentadas na primeira hora de vida. Os números indicam, ainda, que apenas 38% são alimentadas exclusivamente com o leite da mãe até os 6 meses de idade e somente 32% continuam sendo amamentadas até os dois 2 anos.

 

“A amamentação tem sido destacada como medida de promoção da saúde já que o leite materno é considerado fator de proteção. Ou seja, o leite materno diminui a incidência de cáries, previne a obesidade, fortalece o sistema imunológico, além de contribuir para a melhor absorção de nutrientes das refeições. Assim, o leite materno é um alimento vivo e em intensa transformação, que se adequa ao momento e à necessidade do bebê a cada fase!”,  observa a Profª Raquel Espírito Santo – Docente do curso de Nutrição UNISUAM.

 

O leite materno tem tudo que o bebê precisa até o 6º mês de vida. Quando ele recebe só leite materno, não precisa consumir chá, sucos ou água.

 

Mitos e verdades sobre aleitamento materno

Profª Raquel Espírito Santo – Docente do curso de Nutrição UNISUAM

 

“Amamentar é de graça, não requer utensílios! É o melhor alimento do mundo para um bebê e deve ser oferecido de forma exclusiva até os 6 meses, sem água, chá ou sucos!”, ressalta Raquel.

 

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Mesmo diante de tantos benefícios, muitas mulheres ainda enfrentam dúvidas, mitos e preconceitos que resultam no desmame precoce. Para auxiliar esse processo e incentivar a amamentação, a docente esclarece algumas dúvidas e desvenda alguns mitos em relação ao tema.

 

 

Algumas mulheres têm leite fraco

MITO. No início da amamentação, o primeiro leite, chamado de colostro, é aquoso, o que pode dar a impressão de que o leite é fraco. Entretanto, isso não é verdade, uma vez que a substância é rica em anticorpos essenciais para garantir a saúde da criança.

 

Amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama

VERDADE. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM, a amamentação completa diminui de 3 a 4% o risco da mulher desenvolver o câncer de mama devido à substituição de tecido glandular por gordura nas mamas.

 

A amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses

VERDADE. As recomendações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria é de que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses de vida para garantir a saúde dos bebês e imunizá-los contra diversas doenças. Após esse período, inicia-se a inclusão de alimentos na dieta da criança, conforme orientação do Pediatra, que ocorre até os 2 anos de idade.

 

O bebê deve mamar a cada 2 ou 3 horas

MITO. A criança em aleitamento materno exclusivo deve mamar em livre demanda, ou seja, na hora que quiser. Porém, após 3 horas de jejum, aumenta o risco de hipoglicemia, devendo-se oferecer a mama ao recém-nascido para minimizar o risco.

 

Apenas a pega incorreta pode desencadear fissura nos mamilos

MITO. Outros fatores como clima, resíduos de detergente nas roupas, loções aplicadas na região da mama, sabonetes, talco, produtos para cabelo, desodorante ou perfume, podem influenciar no ressecamento dos seios. O uso incorreto de bombinhas para extrair o leite também pode causar o aparecimento de rachaduras, pois certos equipamentos, quando utilizados de forma mais brusca, podem ferir o tecido mamário e romper os capilares. Por isso, recomenda-se colocar o dedo mínimo no canto da boca do bebê para ele soltar o vácuo que está fazendo na mama, antes de retirá-lo.

 

Existe uma posição ideal para amamentar

VERDADE. O fundamental é que mamãe e bebê estejam confortáveis e relaxados, mas é importante observar o alinhamento entre o corpo e a cabeça da criança. Além do abdômen do bebê estar encostado ao abdômen materno e queixo tocando a mama, a criança deve estar apoiada pelo braço da mãe, que envolve a cabeça, o pescoço e a parte superior do seu tronco. A boca precisa estar bem aberta com o lábio inferior para fora recobrindo quase toda a aréola (como uma “boca de peixe”) enquanto a porção superior da aréola pode ser visualizada.

 

Quem tem prótese de silicone não pode amamentar

MITO. O silicone não interfere na qualidade do leite materno, pois as próteses ficam localizadas abaixo das glândulas mamárias. Vale ressaltar que existem várias maneiras pelas quais as próteses podem ser colocadas e a maioria delas não oferece nenhum risco. A exceção fica por conta dos procedimentos conhecidos por periareolar e transareolar, em que o enchimento é inserido pelas aréolas dos seios.

 

Amamentar não deixa os seios flácidos

VERDADE. É importante ressaltar que a flacidez dos seios ocorre em função da gravidez e não da amamentação. Portanto, o fato de não amamentar para evitar o problema não tem fundamento.

 

 

 

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Luana Medeiros

Por

Analista de Comunicação e MKT/Jornalista/Revisora - Especialista em produção de conteúdo com foco em alta performance

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