Inteligência Interpessoal, Educação Física e o Paradesporto


Inteligência Interpessoal, Educação Física e o Paradesporto

 Artigo produzido pelo Prof. Joel Alves – Especialista em Educação Física Escolar, Salvamento Aquático (CBMERJ) e Natação Paralímpica e Professor dos módulos de História, Entidades e Gestão Paradesportivas da Pós-Graduação em Educação Física Adaptada e Paradesporto UNISUAM.


Nesse artigo, iremos abordar uma questão primordial para o profissional de Educação Física no seu dia a dia e como isso se torna um facilitador no desenvolvimento do Paradesporto. Para isso, precisaremos voltar às origens para entender essa característica tão marcante.

Na Inglaterra, em uma cidade de nome Stock Mandeville, o Médico judeu Ludwing Guttman, que havia fugido da perseguição que sofrera na Alemanha, introduziu a prática de esporte aos seus pacientes, militares ingleses que voltavam da guerra com lesões severas, para melhorar a qualidade de vida e a condição psicológica desses indivíduos. Assim, surgiu o Paradesporto.


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Quando falamos em atividade física, logo remetemos ao profissional de Educação Física que tem a função de promover a saúde integral dos indivíduos, abrangendo a área de educação e da saúde, sendo o profissional perfeito para continuar o desejo de Ludwing Guttman para com os seus pacientes.



O que estuda o profissional de Educação Física? 


Ele estuda a Anatomia Humana, campo da Biologia responsável por estudar a forma e a estrutura do organismo humano, bem como as suas partes. 

Estuda Cinesiologia, o estudo das forças que atuam sobre o corpo humano e a manipulação dessas forças em procedimentos de tratamento, de modo que melhore o desempenho humano e previna lesões. 

Estuda Fisiologia e como os processos fisiológicos influenciam no funcionamento dos sistemas e processos do corpo humano. 

Estuda Biomecânica, onde emprega a anatomia, a fisiologia e a mecânica com objetivo de descrever, analisar e avaliar o movimento humano.


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Nossa, quanta coisa o profissional de Educação Física estuda! Porém, não falamos da coisa mais importante. Esse profissional, na maior parte das vezes, trabalha com pessoas, lida com emoções e frustrações, tendo que proporcionar vitórias diárias a indivíduos despreparados, destreinados e desorientados. Muitos chegam com problemas por falta de informação correta e, nesse momento, o profissional com maior INTELIGÊNCIA se destaca.

Para compreendermos essa colocação, temos que entender que cientistas vieram a descobrir que não existe apenas um tipo de inteligência, que é aquela que medimos por QI (Quociente de Inteligência). 

Um renomado Psicólogo e Professor da Universidade de Harvard, Howard Gardner, sugeriu, como o que ficou conhecido como a Teoria das Inteligências Múltiplas, que existem diversos tipos de inteligência: Lógica/Matemática; Musical; Linguística; Visual/Espacial; Intrapessoal; Corporal/Cinestésica; Naturalista; Interpessoal.


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Quando nos deparamos com essa quantidade de Inteligências, nos atemos na inteligência que se torna mais importante para o profissional de Educação Física, em que todo conhecimento de anatomia, biomecânica, fisiologia e cinesiologia não terá validade se ele não desenvolver a INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL.

Quando falamos anteriormente que o Médico Ludwing Guttman queria melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes e não apenas desenvolver a “cura” ou amenizar as mazelas do trauma, ele queria um novo horizonte para aqueles pacientes. 

Quando falamos que o Profissional de Educação Física trabalha com pessoas, emoções, expectativas e frustrações, esses profissionais obrigatoriamente têm a capacidade de entender e reagir corretamente em face de desejos, humores, temperamentos, ideias, valores, interesses e motivações de outras pessoas (INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL).

O Paradesporto, em sua origem, veio da busca de uma melhor qualidade de vida para aqueles pacientes. O esporte vem como ferramenta para proporcionar qualidade de vida e para inclusão social desses indivíduos e o profissional de Educação Física como intermediador da compreensão dos anseios desse indivíduo, para avaliar a melhor ferramenta e o melhor caminho para introdução da atividade física, promovendo qualidade de vida, recuperando a autoestima e promovendo a inclusão na sociedade do indivíduo que estava marginalizado socialmente.



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