Inclusão escolar de alunos com paralisia cerebral: um olhar-ação pedagógico


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Patrícia Monteiro Lima Chagas – Docente nos cursos de Pós-Graduação em Educação Especial e Inclusão Escolar e Psicopedagogia Clínica e Institucional UNISUAM

 

O olhar-ação pedagógico é aquele pautado na não limitação do outro, tendo em vista as infinitas possibilidades do ser humano, nos mais diferentes aspectos, inclusive na comunicação. Tenho visto, ao longo dos anos de atuação profissional e, especialmente, como uma pessoa que tem entre o seu círculo de amigos pessoas com paralisia cerebral que, limitadas, muitas vezes, são as nossas atitudes e as práticas educacionais ofertadas a estas pessoas durante os anos de educação formal, nos mais diferentes níveis de ensino.

 

O Professor Especialista em Educação Especial e Inclusão Escolar é aquele que traz em sua ação pedagógica a certeza de que é diante da diversidade de sujeitos que a escola se fortalece e, consequentemente, a sociedade. É preciso que busque conhecimento ao longo de sua vida profissional, uma vez que a cada encontro, a cada história, novas possibilidades o põem à prova. Desafios pressupõem superação e de superação o professor entende.

 

Quanto à deficiência física, sendo uma de suas causas a paralisia cerebral, é definida como “diferentes condições motoras que acometem as pessoas comprometendo a mobilidade, a coordenação motora geral e da fala, em consequência de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas, ou más formações congênitas ou adquiridas”. (MEC,2004)

 

As pessoas com paralisia cerebral integram o público-alvo do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que define alunos com necessidades educacionais específicas aqueles que apresentam dificuldades no processo de ensino-aprendizagem e podem necessitar da mediação e do apoio em determinados períodos, especialmente sob o olhar atento e direcionado do Professor Especialista em Educação Especial e Inclusiva.

 

Este apoio pode ser por curtos ou longos períodos durante o percurso escolar e tem como objetivo principal promover o desenvolvimento escolar, social e emocional da pessoa. As variedades de condições que afetam o indivíduo podem se caracterizar desde uma pequena limitação motora até a limitação de grande parte de seus movimentos. A fala pode ser dificultosa por problemas na articulação, mas não significa que não possa compreender ou se comunicar. Em alguns casos a comunicação alternativa ou suplementar será necessária.

 

Retornando ao olhar-ação do Professor Especialista em Educação Especial e Inclusiva, somos/seremos aqueles que promovem questionamentos, a si e ao outro, especialmente por buscar compreender o aluno e as suas especificidades de sujeito único; o desenvolvimento de sua cidadania; bem como aspectos curriculares e de aprendizagem, sempre em uma perspectiva de promoção de práticas pedagógicas inclusivas.

 

Assim, a escola é o local no qual a diversidade se encontra. Na escola, ao compartilhar a sua história com uma pessoa com paralisia cerebral, inicie se perguntando: as necessidades educacionais específicas do meu aluno são obstáculos ou desafios? Entendidas como desafios, favorecerão compromisso com a profissão; busca por formação inicial e continuada adequada e consistente; comprometimento permanente; atenção plena em todas as intervenções pedagógicas; clareza no relacionamento com os alunos; organização e estruturação dos conteúdos do currículo; entre outros fatores, colocando em prática estratégias e recursos que promovam aprendizagem significativa.

 

Inclusão, reconhecimento do outro e ponto final.

 

 

Minicurrículo

 

patricia_chagas

 

Pedagoga, Psicopedagoga, Especialista em Educação Especial e Mestre em Diversidade e Inclusão pela UFF. É Docente dos cursos de Pós-Graduação em Educação Especial e Inclusão Escolar e Psicopedagogia Clínica e Institucional UNISUAM.

 

 

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