Inclusão de pessoas com deficiência na sociedade


Inclusão de pessoas com deficiência na sociedade

Artigo produzido pela Profª Drª Patrícia dos Santos Vigário – Docente e Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local UNISUAM


Em pleno século 21, as pessoas com deficiência ainda compõem um grupo populacional marginalizado, vulnerável ao preconceito, à discriminação e à exclusão.

A falta de oportunidades, a acessibilidade precária e o desconhecimento são fatores que limitam a participação na sociedade e a socialização, impactando a saúde física e emocional.

Em relação especificamente ao público infantojuvenil, o bullying que frequentemente acontece nas escolas e espaços de convivência contribuem para a baixa autoestima, desenvolvimento de sinais e sintomas de ansiedade e depressão, pior percepção de qualidade de vida e exclusão social.

Estudos apontam, inclusive, que esses fatores aumentam o risco de suicídio na população de pessoas com deficiência. Assim, pensar em estratégias que possibilitem o desenvolvimento pleno desta população, assim como a sua inclusão na sociedade é um tema de grande relevância e atende a um dos objetivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, que é promover o bem-estar para todos, em todas as idades.


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A prática de exercícios físicos, incluindo os esportes, é uma estratégia que tem crescido entre pessoas com deficiência, com objetivos que vão desde a reabilitação ao esporte de alto rendimento.

Considerando a alta prevalência de sedentarismo na população de pessoas com deficiência, que, por sua vez, aumenta os riscos de doenças crônicas não-transmissíveis e mortalidade cardiovascular, esta prática deve alcançar a mais ampla parcela de indivíduos. Além disso, a prática de esportes está associada a maior socialização, facilitando a inclusão social.

Para muitos, a participação em esportes permite o conhecimento de outras pessoas com histórias de vida, limitações, angústias e anseios semelhantes, permitindo o compartilhamento de experiências.

Tendo em vista que a agenda de prioridades do Ministério da Saúde preconiza o favorecimento de grupos vulneráveis e marginalizados, nossas pesquisas visam investigar aspectos funcionais de pessoas com deficiência para que a seleção dos exercícios físicos e a prescrição do treinamento sejam feitos de acordo com as necessidades individuais.


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Com base nessas informações, tecnologias que proporcionem a adaptação de equipamentos, tornando-os acessíveis, podem ser desenvolvidas para permitir que pessoas com deficiência, independente do tipo – visual, físico-motora, intelectual ou múltiplas – se exercitem. 

Outra vertente das nossas pesquisas tem como alvo o debate sobre a pessoa com deficiência entre o público infantojuvenil. Nesse contexto, destaca-se não somente a necessidade de apresentação, definição e características dos diferentes tipos de deficiência às crianças e adolescentes, como também a abordagem em relação às potencialidades, deveres, direitos e inclusão social.

O desenvolvimento de cartilhas, manuais e livros em uma linguagem de fácil entendimento e lúdica, que possam ser utilizados em escolas, espaços de convívio público, hospitais e centros de atendimentos, é um dos nossos objetivos. 




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