Exposição “Dossiê Mariana” chega à Unidade Bangu da UNISUAM


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A Exposição “Dossiê Mariana”, que ficou em cartaz na Unidade Bonsucesso nos meses de outubro e novembro, chega à Unidade Bangu.

A mostra faz parte do trabalho de pesquisa realizado pelo Mestrado em Desenvolvimento Local UNISUAM e reúne os registros feitos na cidade de Bento Rodrigues, completamente devastada pela tragédia ocasionada pelo rompimento da barragem do Fundão, que continha os resíduos de minério de ferro resultantes das atividades de mineração das operações realizadas pela Samarco, ligada ao grupo Vale e à anglo-australiana BHP Billiton.

A tragédia aconteceu no município de Mariana, em Minas Gerais, em 05/11/2015, e o mar de lama tóxica deixou um rastro enorme de destruição e milhares de pessoas desabrigadas e sem água potável, uma vez que o Rio Gualaxo, principal abastecedor de água da cidade, desaguando no Rio Doce, foi completamente tomado pela lama, interrompendo o abastecimento de toda região. A fatalidade ambiental deixou um grande número de mortos e pessoas desaparecidas e impactou no desenvolvimento das espécies vegetais e aquáticas.

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Após seis meses do desastre de Mariana, um grupo de pesquisadores do Mestrado em Desenvolvimento Local UNISUAM visitou o local para entender o que ocorreu e desenvolver estudos em diversas áreas, a fim de averiguar as causas e as consequências da tragédia.

Mariana foi a cidade que mais sofreu com o estrago. Com o comprometimento do ecossistema aquático, os moradores que se beneficiavam da pesca foram totalmente prejudicados. O raio de destruição foi tamanho, que até o estado do Espírito Santo foi atingido, uma vez que o Rio Doce banha a região e, devido à sua contaminação, a atividade de pesca local também foi impactada.

Os pesquisadores tiveram contato com as vítimas e ouviram suas narrativas emocionadas, que sensibilizou a todos os componentes do grupo. Os sobreviventes descreveram os momentos de terror e a dor que o mar de resíduos de minério de ferro, misturados à lama, deixou em suas vidas.

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Os registros apresentados demonstram a indignação daqueles que perderam o seu espaço; os pertences dos moradores subtraídos pela lama; os flagrantes da natureza que teima em resistir, apesar das ações do homem; a destruição do casario, que demonstra a violência com que a torrente de lama invadiu um dos mais antigos povoados de Minas Gerais; dentre outros cenários; com o intuito de reavivar a memória de todos nós, promovendo a conscientização de que a exploração de recursos naturais deve ser feita de maneira consciente, responsável e sustentável, mas, principalmente, alertando para o fato de que uma catástrofe como essa não pode voltar a acontecer.

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