Ensino Híbrido – Uma aplicação nas aulas de matemática


Imagem do Post

 

Rafael Costa – Docente do Ciclo Básico das Engenharias UNISUAM

 

Verificando a rotina das aulas de matemática dentro das redes públicas e particulares e as novas tendências que estão sendo abordadas e reforçadas nas comunidades pedagógicas, observamos que a utilização de metodologias ativas pode funcionar como incentivo para aumentar o interesse dos alunos pelas aulas, tornando o ambiente agradável e estimulando a construção do conhecimento em equipe por meio de jogos e competições sadias.

 

A sociedade mudou, novas tecnologias surgiram, porém, a ideia de tecnologia, ou ainda, as razões pelas quais são desenvolvidas, em geral, são exteriores à educação e, com isso, os estudantes adquiriram uma nova postura perante ao mundo. Entretanto, ainda existe uma grande resistência dos professores em adaptarem-se a essa nova realidade, muitas vezes causada pela falta de referências, treinamento e estrutura para aplicar novas metodologias de ensino.

 

 

O uso da aprendizagem ativa e da tecnologia em sala de aula é uma das orientações contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s para Matemática do Ensino Médio. Os mesmos afirmam que,

 

“Um Ensino Médio concebido para a universalização da Educação Básica precisa desenvolver o saber matemático, científico e tecnológico como condição de cidadania e não como prerrogativa de especialistas. O aprendizado não deve ser centrado na interação individual de alunos com materiais instrucionais, nem se resumir à exposição de alunos ao discurso professoral, mas se realizar pela participação ativa de cada um e do coletivo educacional numa prática de elaboração cultural”. (BRASIL, 2013, pág. 7)

 

A forma de ensinar deve ser sempre atualizada com novas tecnologias que acompanham as transformações da sociedade. No processo de ensino-aprendizagem, o professor dever ser o intermediador que auxilia na construção do conhecimento e não o detentor exclusivo do conhecimento. Assim, os estudantes serão estimulados adequadamente para que possam desempenhar papel de protagonistas em sala de aula e, posteriormente, na vida e em sociedade.

 

 

Os defensores da implantação das novas tecnologias nas salas de aula acreditam que é necessário, em primeiro lugar, definir um projeto de sociedade que complete a escola com função de transformação da realidade na qual a mesma se insere e, a partir daí,  buscar uma proposta pedagógica que conduza o aluno de forma que, como cidadão, ele possa transformar a realidade existente.

 

(Leia mais: Prata da Casa: Da carteira ao tablado)

 

Há uma dissonância entre a metodologia tradicional aplicada em ambientes escolares e as novas tecnologias das quais se servem esses alunos, isto é, torna-se inabitual, quando não antiquado, o modelo de processamento de informações menos articulado, como o aplicado pelos docentes. O modelo de metodologia mais adequado está inclinado ao recorte guiado desse grande fluxo de informações que chega até os alunos, ora se apropriando dos moldes tecnológicos em prol do ensino, ora indicando até que ponto essa tecnologia está como instrumento para a dinamização do conteúdo trabalhado.

 

Em se tratando de atividades inovadoras, e utilizando alguns desses conceitos citados, temos um modelo que foi plotado e gravado pela TV Escola, no qual mostramos que aulas invertidas, rotações por estações e trabalho em equipes são bons aliados no processo de aprendizagem dos alunos.

 

 

O trabalho busca não só a aprendizagem matemática, mas, sim, o bom relacionamento entre os alunos, a aceitação de opiniões divergentes e a busca por um resultado comum entre eles. As atividades podem ser elaboradas separadamente aplicando um tipo de modalidade de ensino híbrido de cada vez.

 

Para melhor visualização desse modelo de atividade disponibilizo o vídeo abaixo e chamo atenção que as mesmas podem ser elaboradas em qualquer área de conhecimento após serem submetidas a pequenas alterações.

 

 

 

 

 

Saiba mais sobre o modelo de atividade.

 

 

 

 

Prof. Rafael Costa

 

 

Graduação em Matemática pela UNISUAM, Especialização em Matemática Aplicada pela UNISUAM e Mestrado pela UNIRIO.

 

Atualmente, é graduando em Engenharia Civil. Já lecionou na rede estadual e preparatórios militares. Hoje atua nas Prefeituras do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e no Ensino Superior na UNISUAM atendendo aos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Engenharia.

 

É autor do livro “Atividades Matemáticas no Geogebra para a Educação Básica” e é colaborador do projeto Laboratório Sustentável de Matemática e do grupo Conectando Saberes.

 

Tem seu trabalho e pesquisa embasados em utilização de tecnologias e gamificação das aulas.

 

 

 

Metodologias Ativas na UNISUAM

 

As novas metodologias e conceitos de Ensino recebem atenção especial na UNISUAM, visando sempre oferecer o melhor ao aluno e desenvolver, cada vez mais, a ideia de se ter o corpo discente como atores principais no processo de aprendizagem.

 

A Instituição é a única IES do Rio de Janeiro a integrar o STHEM Brasil, consórcio inédito no país, criado em março de 2014, em parceria com a Laspau – instituto filiado à Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, com o objetivo de aplicar metodologias baseadas em modelos desenvolvidos nas melhores universidades do mundo, permitindo a capacitação de professores com custo mais acessível e igual qualidade por meio da abordagem de temas que giram em torno das possibilidades de combinar o desenvolvimento de habilidades cognitivas e o ensino de conteúdo com o pensamento crítico e compreensão dos conceitos durante o processo de ensino e aprendizagem.

 

Saiba mais.

 





Rafael Costa

Por

Graduação em Matemática pela UNISUAM, Especialização em Matemática Aplicada pela UNISUAM e Mestrado pela UNIRIO. Atualmente, é graduando em Engenharia Civil. Já lecionou na rede estadual e preparatórios militares. Hoje atua nas Prefeituras do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e no Ensino Superior na UNISUAM atendendo aos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Engenharia. É autor do livro “Atividades Matemáticas no Geogebra para a Educação Básica” e é colaborador do projeto Laboratório Sustentável de Matemática e do grupo Conectando Saberes. Tem seu trabalho e pesquisa embasados em utilização de tecnologias e gamificação das aulas.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

1 comentário

  • FABIANO RAPOZO DE CARVALHO disse:

    Parabéns Rafael, acredito muito na aprendizagem ativa com foco em STEM desde o ensino fundamental, e procuro sempre aplicar em minhas aulas de matemática.
    A UNISUAM me enche de orgulho!!!