Egresso do curso de Educação Física UNISUAM cursa Doutorado na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto – FADEUP


Egresso do curso de Educação Física UNISUAM cursa Doutorado na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto – FADEUP

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O egresso do curso de Educação Física UNISUAM, Carlos Ferrari, 40 anos, está cursando o 2º ano de seu Doutorado na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto – FADEUP. Nesse ínterim, incluiu em seu Lattes a Licenciatura e o Bacharelado em Educação Física, nos quais teve como orientador em seus TCC’s o Vice-Reitor de Pesquisa, Extensão e Inovação UNISUAM, Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva, o Mestrado em Ciências da Atividade Física, apresentações em eventos, publicações de artigos, resumos expandidos, capítulos de livros, dentre outras atividades, e boa parte de sua trajetória, tanto acadêmica quanto pessoal, tem como alicerce os conhecimentos e experiências adquiridas na UNISUAM.

“A UNISUAM prepara os alunos para voar… Em resumo, desde que entrei na UNISUAM praticamente só estudo…”, declara ele, orgulhoso.

 

Em entrevista exclusiva para a UNISUAM News, Carlos contou toda a sua história. Confira:

 

 

Graduação

Educação Física – Licenciatura

 

Eu fui militar e atleta de natação. Em determinado momento da minha vida, resolvi montar um projeto social na minha comunidade, no Piscinão de Ramos, na favela como gosto de falar. Elaborei, então, um miniprojeto de natação e, logo na primeira semana de aulas, um dos pais me indagou se eu era Professor de Educação Física. Aquela pergunta me deixou bastante chateado, irritado, me senti “diminuído”. Aquilo ficou na minha cabeça. Foi quando, conversando com Valdinei, Sargento dos Bombeiros do Piscinão de Ramos, que ministrava o curso de guardião de piscina e que cursava Educação Física na UNISUAM, que conheci a Instituição.

Já havia tentado entrar em duas outras faculdades, mas não atenderam bem, não fui bem recepcionado. A recomendação de Valdinei me fez querer conhecer a UNISUAM, pois, de acordo com ele, a UNISUAM era uma Instituição diferente, que promovia a integração de seus alunos com a comunidade do entorno, uma Instituição socialmente responsável. E foi assim que, em 2008/2, ingressei no curso de Licenciatura em Educação Física da UNISUAM.

O TCC da Licenciatura foi feito em grupo. Foi nesse momento que conheci o Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva e as atividades foram além da orientação de TCC. Montamos um grupo não só para fazer o TCC, mas também um minigrupo de pesquisa por iniciativa própria, os “Novos Mediadores”, nome derivado em função do coletivo de autores de livros da área da Educação Física. Éramos 5, Cicero Junior, Ricardo Maranguape, Evangelista Barreto, Vinicius Dutra e eu. Infelizmente nossa pesquisa não estava vinculada a nenhum Projeto de Pesquisa, pois além de, na época, as vagas do PIBIC estarem todos preenchidas, ainda havia a questão de disponibilidade de tempo por parte dos integrantes, uma vez que todos trabalhavam bastante. Mas, mesmo assim fomos em frente, pegamos todo o conhecimento que adquirimos durante a Graduação e iniciamos nossas pesquisas.

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Os “Novos Mediadores”

O grupo rendeu participação em atividades importantes. Demos início à orientação do TCC da maneira tradicional, mas tínhamos uma organização diferente, tanto que o material produzido no TCC rendeu, em 2011, a primeira exposição do curso de Educação Física no Centro Cultural UNISUAM – CCULT, que teve o mesmo tema do TCC: “A imagem da Educação Física na ótica dos discentes”.

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O TCC consistia em reunir e analisar imagens de pessoas sobre a Educação Física. Vou exemplificar: As pessoas eram questionadas sobre a imagem que elas têm da Educação Física, inconscientemente uma imagem é formada, daí tiravam uma foto que reproduzisse essa imagem mental e enviavam para o e-mail do grupo que, ao recebê-la, enquadravam em uma das 5 categorias de Paulo Ghiraldelli Junior, teórico da área.

No dia da minha formatura, eu fui chamado na mesa como um dos três alunos melhores do curso. Eu nem sabia que tinha essa questão de aluno laureado, que é quando o aluno é o melhor aluno do seu curso. Ou seja, fui considerado o melhor aluno do meu curso no ano de 2011 e ganhei uma bolsa de estudos de Pós-Graduação na UNISUAM, a qual não cursei, pois ingressei no Bacharelado.

 

Educação Física – Bacharelado

Ainda motivado pelo sucesso da exposição no CCULT e pela gratificação por ser o melhor aluno do curso na Licenciatura, o Bacharelado inspirou uma meta: ser o maior CR da história de todos os cursos. Me lembro como se fosse hoje, fui até a Secretaria da UNISUAM, perguntei qual era o maior CR da história da Instituição. Expliquei que tinha sido o melhor aluno do meu curso na Colação de Grau e queria saber o maior CR da história da UNISUAM de todos os cursos. Pediram que eu aguardasse uma semana para que pudessem verificar no sistema. É por conta de episódios como este que costumo dizer que a UNISUAM é diferente, porque por mais maluca que seja a ideia do aluno, ela embarca, está sempre apta a ouvir. Após uma semana, voltei à Secretaria e descobri que o maior CR até então era de 9,20. Guardei esta informação e dei início ao Bacharelado.

Como no Bacharelado o TCC era produzido individualmente, optei por continuar com o Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva como orientador e o elegi meu “pai acadêmico”, como havia me aconselhado o Prof. Fabiano Devide, com quem cursei a disciplina “Fundamentos Epistemológicos da Educação Física”. Me lembro perfeitamente dele falando: “Antes de terminar a graduação, você tem que arrumar um “pai acadêmico” e na UNISUAM a pessoa mais indicada é o Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva”. Prof. Fabiano Devide também foi o responsável por incentivar o nosso grupo a apresentar trabalhos em congressos fora da UNISUAM e, a partir, dessa experiência pude constatar que o curso da UNISUAM, sua Licenciatura, principalmente, é muito forte. Me sentia bastante orgulhoso de chegar na UFF, colocar o Power Point com a marca da UNISUAM. Lembro da expressão no rosto dos alunos da UFRJ, UERJ, UFF. Era uma espécie de afronta, sabe?

Chegou, então, o dia da Colação de Grau do Bacharelado. Nesse dia eu não tive nenhuma surpresa, já sabia que os três melhores alunos ganhariam uma bolsa de estudos de Pós-Graduação, já tinha o conhecimento que o maior CR da história da UNISUAM de todos os cursos era de 9,20 e, naquele dia, o meu passou a ser o maior CR da história de todos os cursos da Instituição: 9,58. Ou seja, nesse dia ganhei mais um bolsa de estudos de Pós-Graduação na UNISUAM, duas bolsas as quais eu nunca usei. Nunca usei, por quê? Antes de terminar o Bacharelado já havia passado para o Mestrado.

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Valdinei e Carlos no dia da formatura

Mestrado em Ciências da Atividade Física

Vendo o meu desempenho e a minha dedicação, Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva me orientou a entrar no Mestrado, cursado na UNIVERSO, no qual também foi meu orientador, pois, na época, a UNISUAM não ofertava os cursos de Mestrado e Doutorado como hoje.

Podemos observar que o Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva sempre foi meu orientador, apenas no Doutorado ele não foi, mas eu tenho uma resposta para isso. Eu me dediquei ao máximo para ser aprovado no Doutorado da Universidade do Porto porque o Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva cursou o Pós-Doutorado lá.

Ele não gosta que eu fale que ele é o meu “pai acadêmico”. Um dia, conversando, de tanto escutar ele dizer que ele não é meu “pai acadêmico”, falei: “Sentimento é uma coisa particular. Eu sinto que o senhor é o meu “pai acadêmico””. Ele deu uma risada e hoje, mais maduro, eu o entendo. Quando eu concluí o Mestrado, ele falou: “Você agora é Mestre, tem que voar com as suas próprias asas”.

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Noite de autógrafos – Lançamento do livro FavelaSport

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Capítulo do livro FavelaSport, organizado pelo Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva, no qual Carlos Ferrari é autor

Doutorado em Ciências do Desporto

Após o Mestrado na UNIVERSO, se deu a minha aprovação para a Universidade do Porto. Eu fiquei um ano tentando ganhar a editoração da minha dissertação em forma de livro pela FAPERJ. Como não sou Doutor, o meu co-orientador pediu a editoração e ganhamos, pois o Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva já tinha pedido uma editoração e não poderia pedir outra. Ganhamos a editoração da FAPERJ, mas, infelizmente, com os problemas econômicos do Rio de Janeiro e do Brasil até hoje não nos deram o dinheiro.

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Nesse ano, 2015, cursei uma disciplina na UFRJ, uma espécie de Pré-Doutoramento. Por isso digo que o ensino da UNISUAM é forte, eu me testei e, quando estava para abrir o Processo Seletivo de Doutoramento da UFRJ, recebi a notícia, via e-mail, da minha aprovação na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Atualmente, estou no 2º ano do meu curso de Doutorado, reunindo material para a produção de minha tese, intitulada “O lugar da Educação Física na Escola Cultural. Estudo aplicado na lusofonia”, na qual realizo pesquisas em uma escola voltada para a Educação Física no Porto, em Portugal, e, posteriormente, pesquisarei uma escola voltada para a Educação Física no Rio de Janeiro, no Brasil, com o intuito de, por meio de comparativos e demais métodos de análise, mostrar o valor da Educação Física.

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Encontro com Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva 

A escolha do tema para a tese tem como base a minha história de vida pessoal, uma vez que sou nascido e criado em favelas, atualmente eu tenho condições de sair das favelas, mas é uma questão muito pessoal continuar nas favelas. Quando criança, fui considerado o pior aluno da minha escola, porém era o melhor aluno no que tange à Educação Física e ao Desporto. Fui atleta de natação na infância e juventude. O que me pergunto é: “Será que eu era, de fato, o pior aluno? Será que a minha inteligência não era corporal-cinestésica e ninguém nunca se atentou para isso? Será que ninguém nunca utilizou como referencial as inteligências múltiplas de Gardner para, com base em alguma referência teórica, dar esse parecer de que eu era o pior aluno da turma?”. Eu me recuso a acreditar que uma pessoa esteja em dois polos diversos ao mesmo tempo. Como um menino poderia ser o pior aluno e, ao mesmo tempo, ser o melhor?

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Acredito que esse é o fator do sucesso na UNISUAM. Os conteúdos são voltados especificamente para cada curso. E no meu caso, tudo era direcionado para a Educação Física: Raciocínio Lógico voltado para a Educação Física, Antropologia, História, todo o material voltado para a Educação Física.

 

UNISUAM: muito mais que uma relação acadêmica

Eu me orgulho bastante de levar o nome da UNISUAM aonde quer que eu vá, dizer que cursei Licenciatura e Bacharelado na UNISUAM, afinal foi a Instituição que me proporcionou tudo isso. A minha relação com a UNISUAM é muito forte, tenho um carinho muito especial pela Instituição.

Eu fiz o meu estágio do Mestrado na UNISUAM, ou seja, poderia ter dado aulas na Universidade na qual estava cursando o Mestrado, mas preferi dar aulas na UNISUAM. Já participei de bancas de Graduação na Instituição, integrei a mesa-redonda no II Encontro de Egressos dos Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física e I Jornada da Educação Física: propostas de inserção no mercado de trabalho, realizada em 2013.

Eu tenho milhões de histórias na UNISUAM. Eu vivi a UNISUAM.

 

Carlos Ferrari – Currículo Lattes





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