Educação Física e o Paradesporto: a realização de um sonho na formação da pessoa com deficiência


Educação Física e o Paradesporto: a realização de um sonho na formação da pessoa com deficiência

Artigo produzido pelo Prof. MsC. Claudemir Santos – Mestre em Ciências da Reabilitação Humana, Gestor do Centro de Treinamento Regional Paralímpico CPB-MARINHA, Atleta Paralímpico Medalhista na China 2008, Técnico Nível III em Para-Atletismo, Técnico Nível III em Para-Powerlifting, Presidente e Fundador da Associação Vencedores Adaptados e Docente da Pós-Graduação em Educação Física Adaptada e Paradesporto UNISUAM.


Quando pensamos no segmento da pessoa com deficiência e inclusão, a primeira coisa que nos vem à cabeça é algo negativo, como a dor e a limitação.

De fato, ninguém desejaria ou deveria mesmo desejar ser uma pessoa com deficiência, mas o fato é que muito além da deficiência em si está a própria pessoa, o ser humano e todos os seus pormenores.

Devemos estar atentos às suas aspirações, aos seus sentimentos e emoções, pois embora existam incapacidade e limitações, comuns a todos os grupos, não podemos esquecer das suas capacidades, potencialidades e talentos.


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Verificam-se em diferentes estudos que o processo de inclusão consiste, na maioria das vezes, no esforço e na disposição da sociedade em proporcionar a convivência entre as pessoas e que os gestores públicos, em todas as esferas de poder e níveis de governo, possuem um rico arcabouço de legislações, que podem ser perfeitamente utilizadas como ferramentas para auxiliar neste processo. 

Tenho constatado, com a experiência de ser e de conviver com pessoas com deficiência por mais de 20 anos, que um olhar humanizado no processo de acolhimento, respeitando os direitos sociais e humanos, tem o poder de derrubar barreiras, construir pontes e reduzir as lacunas da exclusão. 

Se pensarmos na legislação, verificamos que, os Artigos 5º e 6º da Constituição Federal de 1988, dispõe sobre os direitos e garantias consideradas fundamentais e afirma-se categoricamente que todos são iguais diante da lei, estabelecendo-se o direito à inclusão de maneira clara. 

A manutenção da dignidade individual dos sujeitos com necessidades especiais também é prevista e, inclusive, impõe adequações às instituições para um atendimento humanizado.

Embora estas e outras discussões acerca desta temática sejam válidas, o que importa, de fato, é que todos devemos caminhar na mesma direção, pois o jovem de hoje será o idoso de amanhã. 

Desta forma, precisamos amadurecer ideias no sentido de identificar os caminhos que podem conduzir as pessoas com deficiência a descobrirem como explorar as suas capacidades, como lidar com as dimensões psicológicas, com o novo ser que surge após um trauma ou que, de maneira congênita, se depara com um mundo que ainda não foi pensado para a interação de um deficiente visual, intelectual ou físico, assim como para um idoso, uma gestante ou um cardiopata. 


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O processo de transformação pessoal movido pela educação, pela cultura e também pelo esporte, tão relevante para as pessoas como um todo, possui relevância ainda maior na vida da pessoa com deficiência.

Em especial, o esporte adaptado, que proporciona a alegria, o fascínio lúdico e prazeroso, contribuindo para a melhorias dos indicadores de saúde, que vão muito além da simples ausência de doença, sendo capaz de nos levar a sorrir e ver o mundo com o olhar da superação.

Dentro deste contexto, a Educação Física, por se tratar de uma área do conhecimento que naturalmente se adapta à heterogeneidade humana, amplia as suas aplicações na perspectiva da pessoa com deficiência, constituindo-se na Educação Física Adaptada, na qual, de acordo com Bueno e Resa (1995), não há diferenciação dos conteúdos, mas a aplicação de técnicas e métodos organizados e adequados ao indivíduo deficiente. 


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Particularmente, sou testemunha do poder transformador que o desporto adaptado é capaz de proporcionar no processo de reinserção social e de fortalecimento emocional, pois enquanto pessoa com deficiência, atleta e treinador, fui agraciado com as emoções do genuíno espírito esportivo, vivendo experiências que, ainda hoje, norteiam e dão sentido a minha vida.

Como gestor esportivo e treinador, naturalmente servi de canal para que os atletas que recebi a honra de trabalhar conhecessem o verdadeiro sentido do esporte e tamanha foi a minha alegria e realização ao percorrer o caminho completo da detecção e desenvolvimento até a conquista de um lugar no pódio mundial por um dos meus atletas. 

Da mesma forma, enquanto professor, busco contribuir com a formação de novos profissionais para que, juntos, possamos ser mediadores do conhecimento, utilizando o esporte como ferramenta a serviço da formação das pessoas com deficiência, gerando a consciência cidadã e a construção de uma sociedade melhor.


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