Deficiência intelectual e o isolamento social durante a pandemia


Deficiência intelectual e o isolamento social durante a pandemia

Artigo produzido pelo Prof. Abel Martins – Especialista em Medicina do Esporte e Docente nos módulos Deficiência Intelectual e Motora e Natação Paralímpica da Pós-Graduação em Educação Física e Paradesporto UNISUAM. 


No cenário contemporâneo, as famílias se apresentam em múltiplos arranjos, configurações e tamanhos. Embora seja importante ressaltar que nem todas oferecem um contexto psicossocial seguro e solidário para o desenvolvimento de seus membros, muitas pessoas vislumbram suas famílias como uma significativa fonte de apoio. Esse mesmo princípio, naturalmente, se aplica às famílias das pessoas com Deficiência Intelectual (DI).

A atuação do Professor de Educação Física com o deficiente intelectual tem como intuito, por meio das informações sensoriais e motoras, orientar e desmistificar possíveis indagações sobre a pessoa com deficiência e os efeitos da relação interpessoal familiar e isolamento social.

A Deficiência Intelectual implica em remanejamentos de atividades cotidianas e adaptação familiar a um contexto de exigências em termos de educação e saúde, o que, muitas vezes, acaba onerando os familiares. 


(Leia mais: Educação Física Adaptada e o Paradesporto Pós-Pandemia)


Quando se convive com uma criança deficiente, tende a haver um redirecionamento do investimento das energias livres dos pais e é preciso despender um tempo considerável para o desempenho de atividades de cuidado, incluindo consultas frequentes a especialistas, Psicólogos, escola, atividade física, Fonoaudiologia, Fisioterapia, entre outras.

Assim, o processo de adaptação da dinâmica familiar se torna um desafio constante e a necessidade da realização de ajustes pode aumentar de acordo com o estágio do desenvolvimento da pessoa com deficiência e as suas facilidades ou dificuldades de autonomia, exigindo da família maior ou menor dedicação integral.


E o isolamento social?


A Psicologia tem nos mostrado, quase que diariamente, estudos consolidados sobre os efeitos do isolamento social na vida do indivíduo, alavancando as estatísticas de casos de síndrome do pânico, ansiedade e declínio nas relações interpessoais, pois o medo (COVID-19) bate à porta da população todos os dias.

Visto isto, o que pensar da saúde mental daqueles diagnosticados com alguma patologia intelectual?

A rotina como ir à escola pela manhã, duas vezes na semana ir a alguma instituição especializada, atividade física, visitar os avós, entre outros afazeres semanais que esse indivíduo possa ter, funciona como uma estrutura organizada e sistematizada dentro da cabeça dessa pessoa com deficiência. 

Ao quebrar essa engrenagem socioafetiva, após um vínculo já criado com as instituições e equipe multidisciplinar, depara-se com um acréscimo significativo dos níveis de estresse, ansiedade, transtornos e crises nervosas.


(Leia mais: Exercícios físicos devem ser prioridade entre pessoas com deficiência)


Nesse contexto, o Educador Físico não pode ficar indiferente ou neutro no atual cenário em que vivemos. É importante que este profissional continue atuante nas escolas, tratamentos e iniciação desportiva, mesmo que virtualmente, desempenhando um dever de orientação dos responsáveis, seja por meio de brincadeiras cantadas, histórias, dinâmicas psicomotoras (subir, descer, pegar, lançar, rolar) ou de alguns comandos utilizados durante as atividades, para que a pessoa com deficiência desenvolva o conhecimento corporal e habilidades essenciais.

Com isto, o Professor de Educação Física tem grande relevância neste dia a dia, deixando uma compreensão através de um olhar humanizado sobre esses indivíduos, vislumbrando uma sociedade em constante crescimento, colocando-se no lugar do outro e minimamente entendendo a necessidade do próximo para que tenha mais inclusão e acessibilidade em suas aulas. 


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