Curso de Farmácia UNISUAM, por meio de seu Serviço Clínico Farmacêutico, alerta sobre os riscos da automedicação


Curso de Farmácia UNISUAM, por meio de seu Serviço Clínico Farmacêutico, alerta sobre os riscos da automedicação

istock_000010317685large

A Organização Mundial da Saúde – OMS define automedicação como o uso de medicamentos, pelo indivíduo, para tratamento de sintomas ou outras condições de saúde que ele mesmo reconhece, ou seja, o uso de medicamentos sem prescrição médica ou de outro profissional de saúde.

Discutir o uso racional de medicamentos é sempre importante, principalmente quando, de acordo com as estimativas, mais de 50% da população dos países desenvolvidos não faz uso de medicamentos conforme a prescrição e em países em desenvolvimento esses dados são ainda maiores.

O Brasil é um dos países que mais consome medicamentos e possui alta taxa na prática da automedicação. Um estudo nacional, realizado em 2015, revelou que a prevalência da automedicação na população adulta brasileira variou de 22,9% a 75,3% em relação aos medicamentos consumidos por meio de prescrição médica, enquanto na Índia, em 2014, a automedicação foi estimada em 11,9%.

121848_remedios

Com base nessas informações, o curso de Farmácia UNISUAM, por meio de seu Coordenador, Prof. Francisco Alves Farias Filho, e da Profª Livia Gonçalves dos Santos Lima Madruga, responsável, juntamente com o Coordenador, pelo Serviço Clínico Farmacêutico da UNISUAM, abordam a questão da automedicação, visando orientar a população quanto aos riscos desta prática.

 

Como caracterizar a automedicação?

Dietary supplements. Variety pills. Vitamin capsules on the spoon. 3d

A decisão de prescrever um medicamento envolve o diagnóstico, a avaliação da melhor opção terapêutica disponível no mercado, o acesso ao medicamento, a forma farmacêutica mais adequada a cada situação, o tempo de tratamento, a presença de comorbidades e o uso de outros medicamentos. Quando o indivíduo se automedica, ele “assume” a responsabilidade de cada uma dessas etapas.

A prática da automedicação pode ocorrer a partir de diferentes situações, como prescrições antigas, indicação de vizinhos ou parentes e até notícias de revistas ou jornais. Estas “fontes” não consideram as particularidades de cada usuário e de cada uma das etapas acima listadas, o que gera preocupação para os profissionais de saúde.

 

Quais os riscos da automedicação?

0f24c

São várias as preocupações decorrentes da automedicação, como intoxicação, interações medicamentosas, reações adversas, internações hospitalares, resistência bacteriana, dentre outras.

Sobre a intoxicação, é importante que o indivíduo saiba que os medicamentos têm dose máxima segura e que o uso desses insumos sem orientação pode gerar danos à saúde. Em 2011, foram reportados mais de 3% de casos de intoxicação por medicamentos e 2,7% de óbitos relacionados à automedicação no Brasil. A região sudeste foi a região com mais casos de intoxicação por automedicação (551 de 874 casos).

Outro problema que pode ocorrer devido à automedicação é o aumento de interações medicamentosas, muitas decorrentes da polifarmácia (em geral definida como o uso de mais de cinco medicamentos), que pode potencializar ou até mesmo antagonizar o efeito de um dos medicamentos, também gerando danos ao usuário. São exemplos de possíveis interações o uso concomitante de antialérgicos e sedativos, causando sonolência e risco de queda.

As reações adversas a medicamentos – RAM são definidas por causar efeito nocivo e indesejado ao indivíduo nas doses habitualmente utilizadas. Muitos estudos reportam a ocorrência de internações hospitalares decorrentes de reações adversas a medicamentos. Na Bahia, foram reportados 0,56% casos de admissão hospitalar devido à RAM, em 2010, e 2,1% de ocorrência de reações adversas durante a internação.

No Reino Unido, em 2010, um estudo observou a ocorrência de 20% de reinternação hospitalar devido a reações adversas a medicamentos. Dados referentes à RAM são mais preocupantes quando a população é pediátrica, gestante ou idosa, devido às características particulares desses grupos, poucos estudos clínicos e uso de medicamentos offlabel. Reconhecer as reações adversas ou suspeitar da ocorrência das mesmas pode ser fundamental durante um tratamento medicamentoso, por isso o monitoramento do tratamento deve ser incentivado.

A resistência bacteriana e o uso inadequado de medicamentos, inclusive no escopo da automedicação, é um exemplo bem característico. Muitos usuários (re)utilizam antibióticos em situações que, muitas vezes, não são indicadas, não cumprem o esquema posológico prescrito ou suspendem o tratamento com a melhora dos sintomas. Essas práticas podem gerar resistência bacteriana, fazendo que com o medicamento não tenha mais efeito sobre aquela bactéria.

 

Como o Farmacêutico pode auxiliar nesse processo?

vigencia-de-lei-que-obriga-farmaceuticos-em-drogarias-e-adiada

Por outro lado, a OMS reconhece que podem existir benefícios com a automedicação, pois essa prática faz parte do autocuidado. Assim, a OMS propôs estratégias de monitoramento dessa prática, entendendo que a automedicação é inevitável, pois o autocuidado é praticado pela população.

O Farmacêutico pode auxiliar ativamente no processo de cuidado, por ser um dos profissionais de saúde diretamente envolvido com o uso de medicamentos. Para minimizar os danos gerados com a automedicação, a OMS define algumas atividades que o Farmacêutico pode desempenhar como comunicar-se com os pacientes perguntando sobre o histórico de uso de medicamentos, orientando sobre a melhor forma de administração (com ou sem alimentos, por exemplo), fornecendo informações básicas sobre o tratamento e medicamento. Da mesma forma, para assegurar a qualidade do tratamento, o Farmacêutico deve garantir que os medicamentos fornecidos estão em boas condições de uso e que o usuário vai armazená-lo nas condições ideais.

Além disso, o Farmacêutico, como membro de uma equipe de saúde, deve manter-se atualizado sobre os protocolos clínicos nacionais, estando sempre em contato com os outros profissionais de saúde que assistem o paciente, bem como identificando os problemas sanitários prevalentes na população e fornecendo orientações sobre a promoção da saúde.

 

Como o Serviço Clínico Farmacêutico da UNISUAM pode auxiliar nesta questão?

foto6

O Serviço Clínico Farmacêutico da UNISUAM, ciente dessas questões, visa prestar assistência à saúde da população por meio de consultas farmacêuticas e acompanhamento do tratamento medicamentoso. Nas consultas farmacêuticas são fornecidas orientações sobre o uso correto de medicamentos, cuidados com a saúde, armazenamento de medicamentos e outras questões que são levantadas individualmente pelos usuários. Atualmente, o serviço clínico tem aproximadamente 20 pacientes em acompanhamento, em sua maioria hipertensos.

Além das atividades assistenciais, o Serviço Clínico Farmacêutico desenvolve atividades de Pesquisa e Extensão, contando com a participação de alunos da Graduação do curso de Farmácia.

O Serviço Clínico Farmacêutico é oferecido na Unidade Bonsucesso da UNISUAM (Av. Paris, 84). Não fique na dúvida sobre o seu tratamento, agende uma consulta conosco pelo telefone 3882-9797 (ramal 9750) ou entre em contato pelo e-mail cfarmaceutico@unisuam.edu.br.

 

Segunda e quarta-feira – 9h às 13h

Terça e sexta-feira – 14h30 às 18h30

Quinta-feira – 17h30 às 21h30

 

 





Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Nenhum comentário