Controle do movimento na doença, na reabilitação e na saúde


Controle do movimento na doença, na reabilitação e na saúde

Artigo produzido pelo Prof. Dr. Thiago Lemos de Carvalho – Docente e Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Reabilitação UNISUAM

 

 

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Há mais de uma década me dedico à pesquisa em controle motor, investigando o controle da estabilidade postural. Nossas pesquisas visam entender o impacto tanto das alterações neurológicas e musculoesqueléticas quanto do processo de reabilitação no desempenho em testes motores e em medidas neuromecânicas do movimento do corpo humano. Pretendemos identificar formas de avaliação do movimento que sejam úteis para diagnóstico de comprometimentos sensório-motores e para determinação de estratégias de reabilitação mais adequados para cada população.

 

Desde 2014, coordeno projetos de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado nas áreas de controle motor e reabilitação, promovendo também educação de qualidade dos profissionais envolvidos. Temos mostrado como alterações nos sistemas neurais e musculoesqueléticos afetam a capacidade de manutenção da estabilidade postural em pacientes neurológicos e em atletas com e sem deficiência físico-motora.

 

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Os estudos desenvolvidos estão concentrados nos eixos de saúde e bem-estar, saúde do idoso e doenças crônicas não-transmissíveis, todas áreas prioritárias na agenda de prioridades de pesquisa do Ministério da Saúde e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.

 

Colaborando com outros grupos de pesquisa do Brasil e do exterior, fizemos avanços importantes em temas como cognição motora, avaliação da estabilidade dinâmica e reabilitação no esporte e efeitos da neuroreabilitação no controle postural de pacientes com Doença de Parkinson e pós-acidente vascular encefálico (AVE).

 

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Entendendo que o controle motor, em geral, e o controle postural, em particular, se desenrola a partir da relação entre o indivíduo, o ambiente e a tarefa a ser desempenhada, colocamos pessoas com diferentes acometimentos sensório-motores em situações nas quais elas precisam se manter de pé em contextos variados.

 

Por exemplo, pacientes pós-AVE são expostos a um ambiente de realidade aumentada, no qual os deslocamentos do próprio corpo são apresentados em um monitor de computador e podem ser usados para corrigir esses mesmos deslocamentos. Em outro estudo, pacientes com Doença de Parkinson são posicionados em uma posição instável após uma sessão aguda de neuroestimulação em áreas motoras cerebrais.

 

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Esses estudos nos mostram que algumas características do controle motor são fortemente afetadas por essas manipulações do ambiente e na excitabilidade neural, abrindo espaço para o desenvolvimento de novas ferramentas de avaliação e de terapêutica.

 

Também estudamos o desempenho motor em testes de estabilidade dinâmica, utilizados para avaliação do risco de lesão musculoesquelética de membros inferiores em atletas e pessoas fisicamente ativas. Descobrimos, em um desses estudos, que o padrão de atividade dos músculos do tornozelo são dramaticamente diferentes em pessoas que têm maior ou menor risco de lesão.

 

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Buscamos compreender o controle do movimento em condições normais e patológicas, tendo como meta geral “curar a doença e preservar a saúde”, como colocado pelo Fisiologista francês, Claude Bernard, gerando, assim, conhecimentos relevantes e que agregam ao trabalho dos profissionais de reabilitação.

 

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Revisão: Luana Medeiros





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