CCULT recebe alguns dos fotógrafos da exposição Favelagrafia


CCULT recebe alguns dos fotógrafos da exposição Favelagrafia

Na última quinta-feira, 14/09, o Centro Cultural UNISUAM – CCULT recebeu a visita dos fotógrafos Josiane Santana e Saulo Nicolai, que fazem parte do projeto Favelagrafia, que tem como proposta levar ao público um novo olhar sobre a vida dos moradores de comunidades do Rio de Janeiro, geralmente marcada por estereótipos ligados à violência, tráfico e carência.

O projeto é uma iniciativa da agência de publicidade NBS, que, por meio da BBS Rio+Rio, pretende criar um novo jeito de pensar e implementar projetos capazes de transformar a vida dos moradores e, ao mesmo tempo, gerar retorno e visibilidade para as marcas.

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De acordo com Camilo Coelho, Assessor da NBS Rio+Rio, os criativos da agência tiveram uma ideia que casou exatamente com o que a NBS Rio+Rio estava buscando, que era ressignificar a imagem das comunidades, uma vez que incomodava muito ver o tempo todo imagens de violência, guerra e tráfico na mídia. “A gente sabe que não tem só isso, tem isso, mas é a menor parte. Tem muitas outras coisas acontecendo nas comunidades, coisas bonitas, coisas legais, gente talentosa, então a ideia surgiu daí. Mostrar um outro lado das comunidades que as pessoas não estão acostumadas a ver”, explica Camilo.

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A seleção dos candidatos foi realizada via redes sociais, os requisitos? Ser morador de comunidades e possuir um olhar fotográfico apurado. Dessa peneira, 9 moradores de 9 comunidades da cidade do Rio de Janeiro foram selecionados para participarem de workshops e fotografarem a comunidade quem moram com os Iphones que ganharam.

Foi com essa ideia em mente e uma câmera nas mãos que, em 2016, os fotógrafos escolhidos registraram em uma conta do instagram (@favelagrafia) mais de 10 mil fotos, que reúnem imagens das comunidades do Santa Marta, Alemão, Borel, Providência, Mineira, Cantagalo, Rocinha, Babilônia e Prazeres.

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Josiane, que já participava de coletivos de fotografia no Complexo do Alemão, aonde mora, acredita que o projeto deu a ela a possibilidade de mostrar sua arte para o mundo. “A experiência foi maravilhosa e ver que, depois de um ano de projeto, ainda continua o carinho, o amor e as pessoas ainda estão interessadas é uma credibilidade que a gente conquistou e as pessoas gostam do nosso trabalho. Vê que realmente tem potencial”, declara ela, emocionada.

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Para Saulo, representante do Morro dos Prazeres, a experiência foi transformadora, pois propiciou a oportunidade de traduzir a favela pela visão de um morador. “Foi um processo de resgate de memórias até para mim mesmo, me conhecer e me aprofundar um pouco mais nela, foi muito agregador poder mostrar o que eu vivo todos os dias para as outras pessoas”, ressalta Saulo.

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A exposição fica em cartaz até 06/10. Não deixe de conferir!

 

 

CCULT

Av. Paris, 84 – Bonsucesso

Segunda a sexta, das 10h às 20h





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