Brasil é um dos grandes produtores de carne de rã


Brasil é um dos grandes produtores de carne de rã

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Nos últimos anos, o aumento da demanda por carne de rã e seus derivados tem superado a produção no país, o que vem promovendo o desenvolvimento da busca por métodos viáveis de cultivo do animal, já que, atualmente, 90% da demanda mundial por este tipo de carne é atendida por produtos provenientes da caça predatória.

Com isso, a produção ambientalmente correta da carne de rã tem sido valorizada, principalmente no Brasil, onde as ações em favor de processos e tecnologias de criação de rã em cativeiro podem ser consideradas fatores de vantagem competitiva no mercado internacional.

Os últimos dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2009, apontam o Brasil como o segundo maior produtor de rã, ficando atrás apenas de Taiwan. Dados do IBGE (2006) revelam que há 170 estabelecimentos de criação de rã, gerando uma produção de cerca de 160 toneladas/ano.

Um dos principais fatores para o sucesso da atividade na ranicultura é a questão da água, que deve ser de qualidade, uma vez que as rãs deixam seus excrementos e restos de pele nos tanques de produção. Para que as substâncias tóxicas não se acumulem nos organismos dos animais, há a necessidade que a água seja sempre renovada.

Pensando nisso, a Unidade de Pesquisa em Ranicultura da Estação Experimental de Aquicultura Almirante Paulo Moreira, da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ), em parceria com a UNISUAM e a Embrapa Agroindústria de Alimentos, contribuiu para a cadeia produtiva da ranicultura com uma inovação tecnológica que é reaproveitamento da água no setor de girinagem da criação, que consiste em um sistema de filtragem biológica, que proporciona autonomia, ampliando as áreas de criação da rã-touro, mesmo em lugares com pouca disponibilidade, viabilizando a produção de girinos. Trata-se de um sistema baseado na filtragem de aquário já utilizado para a criação de camarão em cativeiro. No sistema de reuso de água, os tanques devem sofrer uma recirculação de 200% do seu volume a cada 24 horas. Com isso, os níveis de amônia tóxica são reduzidos, permitindo o reuso da água por tempo indeterminado.

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