Biomarcadores e novas ferramentas para o emagrecimento


Biomarcadores e novas ferramentas para o emagrecimento

Artigo produzido pelo Prof. Dr. Gustavo Monnerat Cahli – Docente e Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local UNISUAM


Estamos em uma epidemia de sobrepeso, em que mais de metade da população brasileira encontra-se com peso corporal acima do definido como ideal pela Organização Mundial da Saúde.

A obesidade não é uma doença, mas aumenta drasticamente o risco de doenças crônicas, como cardíacas, diabetes e câncer, as maiores causas de morte no mundo atual.

Além disso, apesar de haver inúmeras estratégias farmacológicas, nutricionais e a atividade física focada no controle de peso, a longo prazo, a grande maioria dessas estratégias são ineficientes e os indivíduos/pacientes apresentam pequena ou nenhuma perda de gordura.

A exceção é a cirurgia bariátrica, no entanto, além de extremamente invasiva, aplica-se somente a indivíduos com índices de massa corporal muito elevados.


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Biomarcadores são indicadores biológicos de uma determinada condição ou estado fisiológico. Estes podem ser usados para inúmeras aplicações na área da Saúde, desde avaliação da normalidade fisiológica, estado nutricional, risco ou presença de doenças, resposta a tratamentos farmacológicos, entre outras aplicações.

Cerca de 70% das decisões de profissionais da saúde baseia-se em algum tipo de biomarcador, nas mais diversas aplicações, como, por exemplo, poupar um atleta com CK alta, usar insulina em um diabético quando a glicose está alta ou ajustar a dieta de um indivíduo com alterações nos níveis de lipídios. 

Dos biomarcadores utilizados atualmente, cerca de metade deles possuem estrutura proteica, os demais são pequenas moléculas (metabólitos, aminoácidos, esteroides, vitaminas, lipídios, entre outras). Apenas 1% das decisões atuais baseiam-se em sequências de DNA, apesar de enorme apelo midiático neste tema.


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Uma questão fundamental na área de biomarcadores é a precisão do teste utilizado, pois, como sabemos, todo teste bioquímico está sujeito a erros. 

Existem inúmeras tecnologias para quantificarmos biomarcadores, alguns com pouca precisão e sensibilidade, suscetível a diversos interferentes, e outras com maior precisão. Infelizmente poucos profissionais da saúde entendem de fato como funcionam os testes em que baseiam as suas decisões. 

O método atual reconhecido como padrão ouro, ou seja, com maior acurácia, baseia-se no uso de espectrometria de massas, técnica que vem avançando drasticamente nos últimos anos e se posicionando como uma das tecnologias que poderá revolucionar a bioquímica e medicina diagnóstica.


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Uma das minhas principais linhas de pesquisa é o desenvolvimento de inovações para o desenvolvimento local através da criação, validação e aplicação de novos biomarcadores e estratégias, baseadas principalmente em exercício físico e estratégias nutricionais, focadas no emagrecimento e melhora de composição corporal, em que, além de perda de gordura, buscamos aumentar a massa magra (ganho de músculo).

Para isso, utilizaremos biomarcadores, informática e buscas bibliográficas, visando desenvolver novas ferramentas, como, por exemplo, aplicativos, softwares, algoritmos, entre outras tecnologias, para que seja aplicado para comunidades e demais setores da sociedade.




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