Autonomia da Pessoa com Deficiência através da Bocha Paralímpica


Autonomia da Pessoa com Deficiência através da Bocha Paralímpica

Artigo produzido pela Profª Luciana Merath de Medeiros – Mestre em Atividade Física Adaptada, Docente da disciplina de Bocha Paralímpica e Futebol em Cadeira de Rodas da Pós-Graduação Educação Física Adaptada e Paradesporto UNISUAM. 


A Bocha Paralímpica é uma das modalidades mais inclusivas dentro das modalidades paralímpicas, pois atende pessoas com alto comprometimento motor e que, geralmente, não participam de outros esportes. 

A Bocha atende pessoas com paralisia cerebral, distrofia muscular, lesão medular e outras deficiências. 

O objetivo do jogo é parecido com a Bocha convencional, que consiste em lançar bolas de cor tentando aproximar da bola branca, também chamada de bola-alvo.


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A Bocha Paralímpica pode ser inserida no contexto escolar das aulas de Educação Física, pois é totalmente inclusiva. Crianças e adolescentes, com e sem deficiência, participam de maneira efetiva. 

Além de ser um jogo divertido e inclusivo, podemos abordar outras questões além do esporte, como a inclusão e aceitação das pessoas com deficiência dentro da escola, nas atividades esportivas e recreativas e a socialização dessas pessoas com os demais colegas de turma.

É importante que os esportes paralímpicos sejam trabalhados nas aulas de Educação Física, pois permitem que os alunos conheçam as possibilidades que esses esportes trazem para as pessoas com deficiência e reconheçam que, mesmo que uma pessoa tenha deficiência, ela consegue, dentro das suas possibilidades e habilidades adquiridas, participar de diversas atividades, como o esporte.


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Saindo do ambiente escolar e descrevendo melhor o contexto esportivo, geralmente os atletas de Bocha Paralímpica vêm do processo de reabilitação e como continuidade desse processo, ou melhora do seu quadro, são direcionados para praticar o esporte. Assim, dentro do esporte de alto rendimento, os indivíduos praticantes da modalidade adquirem inúmeros benefícios com a prática esportiva. 

Os benefícios podem ser observados na saúde física e mental. Na saúde física, podemos evidenciar que a maioria das pessoas com deficiência tem como característica o sedentarismo, quadro comum imposto pela própria deficiência.


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Por meio da Bocha Paralímpica, esse quadro pode diminuir consideravelmente, através dos treinamentos das equipes esportivas e na participação de competições. Além disso, podemos observar também a diminuição das úlceras por pressão, muito comum em pessoas com lesão medular, e, como atleta, essa pessoa movimenta-se mais na sua cadeira de rodas, diminuindo, então, as úlceras por pressão.

Na saúde mental, os quadros de ansiedade e depressão também podem diminuir com a prática esportiva, pois os praticantes passam a sair mais de casa e realizam outras atividades, bem como se tornam ativos nos treinamentos da Bocha Paralímpica. 

A socialização nos treinos e competições permite que os atletas viagem e conheçam novas lugares e pessoas, melhorando, também, a sua saúde mental. Todos esses benefícios contribuem para a melhora da qualidade de vida dessas pessoas. 

Outro ponto que deve ser levado em consideração é apoio familiar, que torna-se muito importante nesse processo para que as pessoas com deficiência tenham mais autonomia e independência para realizar as suas atividades diárias.



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