Artrite e artrose – Entenda as principais diferenças, causas, sintomas e tratamentos


Artrite e artrose – Entenda as principais diferenças, causas, sintomas e tratamentos

Geralmente associadas ao envelhecimento, a artrite e a artrose são doenças que também podem atingir jovens e adultos.

 

Mas, o que muita gente não sabe é que elas são doenças distintas, com causas e tratamento diferentes, porém com sintomas que podem ser muito semelhantes, o que costuma causar alguma confusão, fazendo com que as duas condições, que realmente são parecidas, sejam erradamente tratadas como uma patologia única.

 

O Prof. Júlio Guilherme Silva, Docente do curso de Fisioterapia UNISUAM, esclarece as principais dúvidas sobre o assunto. Confira!

 

 

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Qual a diferença entre artrite e artrose?

De forma objetiva, artrose é uma doença degenerativa da cartilagem articular. Já a artrite pode ser definida por uma doença inflamatória da membrana que reveste interiormente as juntas (cápsula articular). Além disso, a artrite é uma doença autoimune, isto é, o próprio corpo por uma falha no sistema imunológico começa a agredir as células saudáveis. Nesse caso, ataca as estruturas articulares.

 

 

 

Essas doenças estão sempre ligadas?

A artrose e artrite são doenças distintas, pois apresentam um quadro clínico diferente. No entanto, se assemelham no comprometimento articular nas fases avançadas, já que levam ao bloqueio total articular, rigidez permanente e ausência de espaço articular. O referido quadro é denominado de anquilose.

 

 

 

Quais são as principais causas?

Na artrose – Desalinhamentos articulares, traumas, sobrecarga articular (em algumas articulações podemos pontuar a obesidade).

 

Na artrite – Além da questão autoimune, algumas doenças reumatológicas podem gerar outros distúrbios sistêmicos. Exemplos: Lúpus Eritematoso Sistêmico, Gota.

 

 

Quais os sintomas?

 

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Artrose – Dor articular matinal (geralmente a dor melhora com o movimento), inchaço (edema), sensação de areia no interior da articulação (estalidos).

 

Artrite – Dor articular, inchaço (edema), rigidez, vermelhidão na pele ao redor da articulação, diminuição da amplitude de movimento, diminuição da força muscular.

 

 

 

Há um perfil das pessoas mais afetadas?

Na artrose como é uma doença degenerativa a maior frequência é em idosos. Já na artrite, em geral, os sintomas começam a se manifestar em adultos jovens e, predominantemente, em mulheres.

 

 

 

Quais as consequências para o organismo?

Na artrose, as alterações mais visíveis são as posturais, contraturas musculares, espessamento articular. Na artrite, podem surgir nódulos articulares e subluxações articulares (deformidades).

 

 

 

Que médicos e/ou especialistas devem ser consultados? Como é feito o diagnóstico?

 

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Ortopedistas, Reumatologistas e Fisioterapeutas são os profissionais de saúde envolvidos diretamente com os pacientes com artrose e/ou artrite. No entanto, o diagnóstico é feito pelo Médico Reumatologista, a partir de exames físico e complementares (imagem e fator reumático).

 

 

 

 

Quais os tratamentos mais utilizados?

Além do acompanhamento médico, a Fisioterapia tem contribuído de forma substancial na melhora da funcionalidade dos pacientes com artrose e/ou artrite reumatóide. São prescritos exercícios terapêuticos para a recuperação funcional articular e, nos casos avançados, cirurgias como artrodeses (bloqueios cirúrgicos da articulação) e artroplastias (próteses).

 

Na última década, o tratamento da artrite evoluiu muito, isso em função da análise da atividade inflamatória, bem como maior conhecimento dos fatores associados a um pior prognóstico. Assim, foram introduzidos também no tratamento o uso de medicamentos antirreumáticos de ação lenta, além do aparecimento de terapêutica combinada e, mais recentemente, da terapêutica biológica.

 

 

 

Qual a importância da Fisioterapia no tratamento tanto da artrite quanto da artrose? Por quanto tempo e com que frequência são as sessões?

 

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A Fisioterapia tem papel fundamental no tratamento nas doenças reumáticas em geral, uma vez que promove o ganho funcional desse paciente na realização das suas atividades de vida diária, minimiza as incapacidades físicas, promove a melhora no desempenho das tarefas básicas como andar, manuseio de objetos, entre outros. Além disso, a diminuição da dor, do edema e o ganho de amplitude de movimento são pontos norteadores do tratamento fisioterapêutico.

 

“Por conta do grau de contraturas e deformidades promovidas pelas doenças reumáticas, quanto mais precoce for iniciado o tratamento fisioterapêutico, melhor é o prognóstico funcional, isto é, menor são as chances de perdas das funções articulares e, consequentemente, melhor será a qualidade de vida desse paciente”, ressalta o docente.

 

Em relação à frequência, sessões de 2 a 3 vezes por semana, no mínimo, é o ideal, pois os ganhos com a Fisioterapia requerem tempo e dependem diretamente do grau de artrose e/ou artrite.

 

 

 

Quais são os recursos terapêuticos utilizados pela Fisioterapia para melhorar a qualidade de vida dos pacientes?

 

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Podemos dividir, de forma simples, em dois grupos: agentes físicos (Crioterapia, Correntes Elétricas) e exercícios terapêuticos (Cinesioterapia). Durante uma sessão de Fisioterapia, a Cinesioterapia corresponde ao maior componente para devolver funcionalidade e, por sua vez, melhorar a qualidade de vida de pacientes reumatológicos.

 

Nesses dois grupos, os principais objetivos das sessões de Fisioterapias são minimizar a dor, o inchaço (edema) e a rigidez articular.

 

 

 

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Há contraindicações em alguns casos? Por exemplo, o uso de aparelhos de ondas curtas para mulheres no período de gestação ou pessoas que tenham próteses.

Sim. Alguns recursos eletrotermofototerapêuticos (Correntes Elétricas, Calor e Frio) apresentam ressalvas na sua aplicação.

 

“Os estudos têm demonstrado mudanças de paradigmas como, por exemplo, não há mais contraindicação na utilização de ultrassom em pacientes com próteses, pois o ultrassom, na dosagem certa, induz a formação de células ósseas”, afirma o docente.

 

 

 

Terapias alternativas podem aliviar os sintomas? Quais são as mais recomendadas?

 

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O grupo chamado de terapias alternativas é muito vasto e tem contribuído no tratamento das artrites e artroses. Alguns desses recursos, como Acupuntura e Shiatsu, são os mais recomendados. Cabe ressaltar que os resultados variam muito e estão diretamente ligados à evolução da doença, ou seja, quanto menor o quadro de destruição articular, maiores as chances na diminuição dos sintomas.

 

 

 

Há novidades ou perspectivas de melhorias no tratamento dessas doenças?

Dentre as perspectivas do tratamento dessas doenças, podemos destacar a dessensibilização central. Isto ocorre nos casos de dores crônicas e que não estão mais no plano apenas da estrutura articular e, sim, na “memorização da dor” e o condicionamento desses impulsos no cérebro, que ajuda a manter o estado de dor crônica. Com isso, o conhecimento da dor e do paciente, de forma global, facilitará o processo de reabilitação por meio de uma abordagem psicoemocional da dor, não ficando restrita apenas aos fármacos.

 

 

 

Quem não tem acesso ou condições de fazer a Fisioterapia pode tentar algum recurso em casa para amenizar a dor?

 

 

Algumas recomendações domiciliares podem ser passadas para os pacientes, como o uso de crioterapia (gelo) por 20-30min nas articulações, exercícios terapêuticos para ganho de mobilidade, os alongamentos dos grandes grupamentos musculares para prevenir contraturas e deformidades.

 

 

 

 

Que mudanças de hábitos são importantes no dia a dia de quem sofre com essas doenças?

Como todo processo de adaptação a uma doença, mudanças nos hábitos de vida contribuem muito com o sucesso do tratamento. Assim, eliminar o álcool, o tabaco, melhorar os hábitos alimentares e realizar a prática de atividades físicas moderadas (levar em consideração a sobrecarga articular) podem ajudar muito o tratamento.

 

“O alongamento também é uma ferramenta importante para evitar e minimizar os encurtamentos musculares nas doenças reumatológicas. Entretanto, ele isoladamente não é capaz de promover ganhos substanciais para minimizar os efeitos das doenças reumáticas em geral. O alongamento associado aos exercícios terapêuticos (cinesioterapia) e a outras intervenções (terapias manuais, exercícios de fortalecimento) trará o restabelecimento das funções articulares”, observa ele.

 

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Luana Medeiros

Por

Analista de Comunicação e MKT/Jornalista/Revisora - Especialista em produção de conteúdo com foco em alta performance

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