Altas habilidades e inclusão no ensino-aprendizagem


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Artigo escrito pela Profª Waldirene Araújo, Líder da área de Educação da Pós UNISUAM, e publicado na “Coluna da Inclusão” do Jornal Empregos & Estágios.

Revisão: Luana Medeiros

 

 

Em um determinado estado de um país inventado, uma aluna superdotada solicitou que os seus estudos na Graduação em Psicologia fossem antecipados. A jovem iniciou o curso em 2015, solicitando o adiantamento de série para alunos com altas habilidades, como previsto nos artigos 47, 58 e 59 da LDB9394/96.

 

A aluna é graduada em Ciências Sociais, tem Especialização em Psicologia Clínica, MBA em Marketing, fez Mestrado em Filosofia e Doutorado em Antropologia – todos com médias excelentes de aprovação. Ela teve o seu pedido negado.

 

Diante deste prólogo, é inevitável o questionamento: Como a universidade e os tribunais (todos pelos quais a aluna passou) não conseguem compreender algo tão simples?

 

Atender as necessidades específicas do sujeito é dever da escola/universidade. Tenha ele deficiências, transtornos, déficits ou altas habilidades. O olhar inclusivo deve ser o mesmo. Espera-se que o espaço escolar, por sua gênese, seja um espaço de inclusão e acolhimento. A natureza da academia é ser lugar de todos. Isto não significa receber os alunos apenas, mas, primordialmente, atender às imposições da realidade de cada indivíduo.

 

(Leia mais: Inclusão escolar de alunos com paralisia cerebral: um olhar-ação pedagógico)

 

Todo sujeito tem os seus limites, excessos, dificuldades, carências, ausências, exigências, medos, exageros, privações, deficiências, insuficiências. E o espaço escolar é o lugar de ser e tornar-se, considerando as características individuais de cada pessoa.

 

A aluna superdotada, descrita no caso acima, é esta pessoa. Ela tem esbarrado na ausência de um olhar específico, nos medos de mudança da universidade, na insuficiência de empatia e na privação de direitos causada pelo poder público.

 

(Leia mais: TEA – únicos e complexos)

 

A Lei 13.234, de dezembro de 2015, no art. 1º dispõe o atendimento, na Educação Básica e na Educação Superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação. Esta lei é uma alteração da LDB9394/96.

 

Diante disso, me vem outra questão: Por que os superdotados não estão contemplados na Lei Brasileira de Inclusão. Inclusão é sinônimo de deficiência?

 

(Leia mais: Líder da área de Educação da Pós UNISUAM participa da Conferência Anual sobre o TEA)

 

 

 

Waldirene Araújo

 

Pedagoga, Psicopedagoga, Mestre em Desenvolvimento Local, Líder da área de Educação da Pós UNISUAM. Desenvolve o Projeto de Extensão Psikus, que atende na universidade alunos que precisam de atendimento personalizado no que tange à aprendizagem.

 

 

 

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