A degradação ambiental afeta os mais pobres


A degradação ambiental afeta os mais pobres

Artigo produzido pela Profª Drª Patricia Maria Dusek – Coordenadora, Docente e Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local UNISUAM


A questão ambiental tem ligação direta com a pobreza e, por conseguinte, com os direitos humanos. Os impactos ambientais decorrentes da atividade econômica afetam a todos, mas em especial aos mais pobres.

Os lamentáveis fatos ocorridos no estado de Minas Gerais, em Mariana e Brumadinho, são exemplos desses impactos seletivos. A agressão ao ambiente foi sentida por toda a população, mas, sobretudo, por aqueles que dependiam diretamente dos recursos naturais para a subsistência.

A falta de condições de plantio e pesca levou ao agravamento das condições de vida de parte da população, que fazia dessas atividades meio de vida. Esta parcela da população, que não estava ligada diretamente ao empregador, causador dos danos ambientais ficou excluída das garantias e planejamento trabalhista para a manutenção dos salários posteriormente à interrupção da atividade econômica local.


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Quando os ecossistemas são degradados, há o aumento da miséria daqueles que são afetados diretamente pela degradação por diminuírem as chances de retirada do ambiente dos recursos necessários à subsistência. Por outro lado, a própria pobreza agrava o processo de degradação ambiental, particularmente pela exploração inadequada de recursos naturais, muitas vezes como estratégia de sobrevivência.

Um outro grave problema ambiental vem sendo causado pelo enorme desmatamento para construções populares irregulares, a maioria nas encostas, que são áreas que deveriam estar preservadas.

Falando em especial do Rio de Janeiro, as construções irregulares nas encostas, a partir do desmatamento de largas áreas da vegetação nativa, geraram tragédias de grandes proporções, levando à morte de muitas pessoas, como a que ocorreu, em 2010, no Morro do Bumba, em Niterói-RJ, e a tragédia da Região Serrana, em 2011.


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Mais recentemente, em 2019, assistimos ao desabamento de dois prédios na Muzema, comunidade da Zona Oeste, localizada no município do Rio de Janeiro.

Essas tragédias poderiam ter sido evitadas se houvesse mais fiscalização do Estado, melhores políticas voltadas para a construção de moradias populares, inclusão social e ações educativas.

As universidades têm contribuído para minimizar a problemática ambiental sobre os menos favorecidos. O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local da UNISUAM – PPGDL vem trabalhando junto às escolas com projetos de educação ambiental.

Esta é uma atividade preventiva, mas ações imediatas precisam ser efetivadas no sentido de trabalhar o efeito. Por isso, projetos são realizados pelos pesquisadores do PPGDL com foco na redução da pobreza,  aumento de renda e sustentabilidade.


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Recentemente, desenvolvemos um sistema de alimentação fotovoltaica para uma peneira de separação de resíduos sólidos da construção civil para o Aterro de Transbordo e Triagem de Gramacho, em Duque de Caxias – RJ.

A peneira era alimentada por energia de baterias de caminhões movidos a diesel. A partir da pesquisa, que visou resolver um problema econômico, social e ambiental, desenvolvemos um sistema movido a energia fotovoltaica portátil, que permite o funcionamento do equipamento de forma ambientalmente sustentável, gerando um aumento de renda, estimado em cerca de R$700 por mês, a cada catador envolvido no processo.

Dessa forma, contribuímos com a efetivação dos direitos humanos, para o ambiente mais saudável e para a redução da miséria



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Revisão: Luana Medeiros





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