Busca por alimentação mais saudável X Desenvolvimento de transtorno alimentar


Busca por alimentação mais saudável X Desenvolvimento de transtorno alimentar

A busca por uma alimentação saudável tem aumentado muito e o consumo de alimentos saudáveis no Brasil vem crescendo nos últimos anos.

Com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2017-2018, realizada pelo IBGE, alimentos frescos e preparações culinárias predominam no padrão alimentar nacional.

O estudo aponta que cerca de metade (49,5%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros provém de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultraprocessados.

Segundo pesquisa da Euromonitor Internacional de 2019, o Brasil subiu uma posição em relação ao ano anterior e ocupa a 4ª colocação mundial no ranking de vendas de alimentos e bebidas saudáveis, um mercado que movimenta cerca de US$ 35 bilhões por ano.


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O estudo destaca ainda que, nos últimos 5 anos, o crescimento do setor da indústria voltado para o desenvolvimento de alimentos e bebidas saudáveis foi cerca de 12,3%. Porém, em 2018, a indicação é de que esse crescimento chegue a 4,4% por ano até 2021. 

A abrangência do segmento se justifica pelo fato de que, para 28% dos brasileiros, consumir alimentos nutricionalmente ricos é muito importante. Além disso, 22% da população opta por comprar alimentos naturais e sem conservantes.


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Um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, em 51 cidades, das quais 23 são capitais, evidenciou que as pessoas que frequentam restaurantes, lanchonetes e padarias estão cada vez mais interessadas no consumo de uma alimentação saudável.


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De acordo com o estudo, foi comprovado um aumento de 53% na procura por frutas, 61% no consumo de verduras e legumes e 65% no consumo de sucos naturais. 

Os resultados obtidos pelo relatório The Top 10 Consumer Trends, que analisa as tendências de mercado, vêm ratificar os dados coletados pelo Instituto Datafolha, uma vez que revelou uma inclinação dos consumidores pelos itens considerados saudáveis.


Segundo o documento:


* 83% dos entrevistados estão dispostos a gastar mais para obter um alimento saudável;

* 79% substituem produtos da alimentação convencional por opções mais saudáveis;

* 28% acham importante consumir alimentos com alto teor nutricional;

* 22% optam por compras alimentos naturais sem conservantes;

* 44% dão preferência a produtos sem corantes artificiais;

* 42% optam por itens sem sabores artificiais.


Mas, de acordo com a Docente do curso de Graduação em Nutrição UNISUAM, Profª Mariana Catta Preta, essa busca, apesar de benéfica, vem trazendo junto um novo “transtorno alimentar”, denominado Ortorexia, quando o nível de fixação pelo que se come se torna demasiado.

 

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Embora a Ortorexia tenha sido nomeada há 2 décadas, ainda é considerada nova e pouco explorada pela ciência. Mas, isso não a torna menos alarmante. Diferentemente da anorexia e da bulimia, o quadro é marcado pela obsessão pela pureza do que se come. Ou seja, não tem relação com o peso ou as calorias.

“Uma das características da condição é o indivíduo levar a própria refeição ao sair de casa, do contrário, às vezes nem se alimenta. É aí que o bem-estar começa a deteriorar. Afinal, muitas das situações em que interagimos com amigos e familiares envolvem comida. Só que, para o ortoréxico, não seguir uma dieta regrada é sinônimo de pouca ou nenhuma força de vontade”, explica Mariana.


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Ela ressalta, ainda, que o consumo de marmitas vem aumentando também, mas a partir do momento que isso se torna uma obsessão, é preciso ficar atento.


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“A escolha por alimentos in natura e evitar os ultraprocessados ainda é a melhor opção para uma alimentação equilibrada. E esse deve ser o termo: EQUILÍBRIO!”, aconselha ela.



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Luana Medeiros

Por

Analista de Comunicação e MKT/Jornalista/Revisora - Especialista em produção de conteúdo com foco em alta performance

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