A busca por uma alimentação mais saudável X o desenvolvimento de transtornos alimentares


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A busca por uma alimentação saudável tem aumentado muito e o consumo de alimentos saudáveis no Brasil vem crescendo nos últimos anos. De acordo com um estudo da agência de pesquisa Euromonitor Internacional, publicado em fevereiro deste ano, o mercado de alimentação ligado à saúde e ao bem-estar cresceu 98% no país de 2009 a 2014.

No ano passado, o mercado brasileiro de alimentos e bebidas saudáveis alcançou R$ 93,6 bilhões em vendas, o que colocou o país na 4ª posição no ranking dos gigantes desse setor. Entre todas as categorias do segmento, a de orgânicos foi a que teve o maior avanço dos últimos 5 anos, de 18,5%.

A abrangência do segmento se justifica pelo fato de que, para 28% dos brasileiros, consumir alimentos nutricionalmente ricos é muito importante. Além disso, 22% da população opta por comprar alimentos naturais e sem conservantes.

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Um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, no período entre 2015 e 2016, em 51 cidades, das quais 23 são capitais, evidenciou que as pessoas que frequentam restaurantes, lanchonetes e padarias estão cada vez mais interessadas no consumo de uma alimentação saudável.

De acordo com o estudo, foi comprovado um aumento de 53% na procura por frutas, 61% no consumo de verduras e legumes e 65% no consumo de sucos naturais. Os resultados obtidos pelo relatório The Top 10 Consumer Trends for 2017, que analisa as tendências de mercado, vêm ratificar os dados coletados pelo Instituto Datafolha, uma vez que revelou uma inclinação dos consumidores pelos itens considerados saudáveis.

Segundo o documento:

* 83% dos entrevistados estão dispostos a gastar mais para obter um alimento saudável;

* 79% substituem produtos da alimentação convencional por opções mais saudáveis;

* 28% acham importante consumir alimentos com alto teor nutricional;

* 22% optam por compras alimentos naturais sem conservantes;

* 44% dão preferência a produtos sem corantes artificiais;

* 42% optam por itens sem sabores artificiais.

 

Mas, de acordo com a Coordenadora do curso de Graduação em Nutrição e da Pós-Graduação em Gastronomia Funcional UNISUAM, Profª Mariana Catta Preta, essa busca, apesar de benéfica, vem trazendo junto um novo “transtorno alimentar”, denominado Ortorexia, quando o nível de fixação pelo que se come se torna demasiado.

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Embora a Ortorexia tenha sido nomeada há 2 décadas, ainda é considerada nova e pouco explorada pela ciência. Mas, isso não a torna menos alarmante. Diferentemente da anorexia e da bulimia, o quadro é marcado pela obsessão pela pureza do que se come. Ou seja, não tem relação com o peso ou as calorias.

“Uma das características da condição é o indivíduo levar a própria refeição ao sair de casa, do contrário, às vezes nem se alimenta. É aí que o bem-estar começa a deteriorar. Afinal, muitas das situações em que interagimos com amigos e familiares envolvem comida. Só que, para o ortoréxico, não seguir uma dieta regrada é sinônimo de pouca ou nenhuma força de vontade”, explica Mariana.

Ela ressalta, ainda, que o consumo de marmitas vem aumentando também, mas a partir do momento que isso se torna uma obsessão, é preciso ficar atento.

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“A escolha por alimentos in natura e evitar os ultraprocessados ainda é a melhor opção para uma alimentação equilibrada. E esse deve ser o termo: EQUILÍBRIO!”, aconselha ela.

 

 

 

 

 

 

 

 





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